sábado, 4 de abril de 2009



POEMA SOBRE A RECUSA

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.

Maria Teresa Horta

4 comentários:

André disse...

Um beijinho.

sempreleal disse...

Uma voz linda.Uma canção triste como o poema!De uma sensibilidade profunda...
Parabéns

MARIA disse...

Olá André. Um beijinho para ti também. Obrigada pela visita.

MARIA disse...

Sempreleal,

gosto do teu nick, gosto do tipo de sensibilidade que a expressão do teu comentário me transmite.

Procurei retribuir no teu espaço, mas não dá.

Obrigado.

Beijinhos.

Maria