POEMA SOBRE A RECUSA
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.
Maria Teresa Horta



4 comentários:
Um beijinho.
Uma voz linda.Uma canção triste como o poema!De uma sensibilidade profunda...
Parabéns
Olá André. Um beijinho para ti também. Obrigada pela visita.
Sempreleal,
gosto do teu nick, gosto do tipo de sensibilidade que a expressão do teu comentário me transmite.
Procurei retribuir no teu espaço, mas não dá.
Obrigado.
Beijinhos.
Maria
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