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sábado, 5 de dezembro de 2009

Sete vidas como os gatos... ou ainda mais ?

Fénix , simbolo de eternidade...
O que faria renascer essa exótica e bela ave que transcende todo o racional entendimento com
suas mortes renovadoras da vida ?
Porque renasceria ?
Talvez para amar, por amar a vida, por um propósito, ou por um par... quem saberá ?
Assim também não sei porque regresso após cada golpe mortal de asas...
Após a morte do sonho...
Talvez para uma vez mais sonhar contigo ...

Trilho de borboletas



"A fênix ou fénix (em grego ϕοῖνιξ) é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas.
Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.

Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia.
Segundo alguns escritores gregos, a fénix vivia exatamente quinhentos anos.
Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos.
No final de cada ciclo de vida, a fénix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fénix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

Os gregos parecem ter se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voava a Heliópolis, pousava sobre a pira do Deus Rá, ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.

Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fênix vivia nove vezes."

(fonte: wikipédia)



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

UMA FLOR PELO NOSSO AMOR

zínia

(flor : zínia fotografada por Skorpios)
Conta a lenda que na corte britânica de Eduardo III, vivia Roberto Machim, um homem sensível e com o dom da palavra.
Tinha como melhor amigo e companheiro de armas o fidalgo D. Jorge.
Este pediu a Roberto para ir com ele esperar a sua jovem e bela prima Ana de Harfet.
Ao fazê-lo nunca supôs que entre os dois jovens nascesse um afecto muito especial, um amor eterno.
A verdade é que mal se viram, Roberto e Ana apaixonaram-se.
Os pais de Ana não aceitaram a união com um pretendente plebeu e ordenaram o casamento de Ana com um dos fidalgos da corte.
Porém Roberto decidido e perdidamente apaixonado decidiu lutar pela concretização daquele amor.
Por isso, foi preso por ordem do rei, durante alguns dias, enquanto a cerimónia de casamento da sua querida Ana se realizava.
Mas o amor de Ana por Roberto ultrapassava a sua própria vontade de viver e Ana, longe deste, morria.
À saída da prisão, D. Jorge informou Roberto que Ana estava a morrer por seu amor.
Traçaram então um plano de fuga e
com a ajuda de D. Jorge, Ana e Roberto partiram num barco em direcção a França aonde pretendiam viver o respectivo amor.
Mas uma brutal tempestade desviou a embarcação para uma ilha paradisíaca.
Esta ilha era belíssima, perfumada de flores, aromatizada a frutos e aonde árvores grandes e frondosas forneciam cálida sombra aos dois enamorados.
Porém Ana sofrera demais e não resistiu à febre .
Morreu naquela ilha e ali por Roberto foi enterrada sob uma árvore de madeira de cedro imponente.
Depois Roberto deixou de alimentar-se e de saudade da amada e tristeza pela sorte que cruelmente caracterizou o respectivo amor, morreu pouco depois.
Pediu a D. Jorge que o sepultasse com Ana, no mesmo sítio , o que este concretizou.
Sobre a campa de ambos foi escrita esta história e erguida uma capela ( Capela de Nossa Senhora dos Milagres- Ilha da Madeira) aonde se ora por intenção de todos os amores eternizados pela impossibilidade.
Esta ilha seria a da Madeira e o local, Machico que receberia de "Roberto Machim" tal nomeação.



*
Para os mais pequeninos e para os que gostam de pequeninas coisas...grandes...



terça-feira, 9 de junho de 2009

Domínio da posse ...


As lendas têm sempre algo que se situa muito mais às portas da realidade, do que da imaginação possível.
Existem vidas inexplicáveis, fenómenos incompreensíveis, pessoas singulares, únicas, incompreendidas.
As motivações das condutas humanas têm por vezes tanto de complexo, quanto de simplesmente animal.
De uma animalidade de que se faz o homem que não obstante se coroou da adjectivação da racionalidade para se sentir acima dos bichos...
Passeando pelo Ribatejo entre os areais imersos do Tejo encontrei IRIA.
Iria, também chamada santa, encantou e encanta, designadamente pela sua história.
Diz-se que nasceu no seio de uma família abastada de Nabância, Tomar.
Recebeu educação nobre num mosteiro de freiras beneditinas .
Pela sua particular beleza e pela sua inteligência , Iria obteve a simpatia das religiosas e das pessoas da povoação, em especial moços e fidalgos, que a disputavam.
Entre eles Britaldo, príncipe daquele Senhorio, veio a alimentar por Iria uma paixão intensa e doentia.
Iria recusava-o declarando-se eterna devota de Deus.
Remígio, director espiritual de Iria a quem a sua beleza também perturbava, tomou conhecimento do amor de Britaldo.
Consumido pelos ciúmes fez Iria tomar uma tisana embruxada que fez surgir no corpo da rapariga sinais de aparente gravidez.
Expulsa do convento, a pobre Iria recolhera-se junto ao rio para orar, quando foi traiçoeiramente assassinada por um criado de Britaldo a quem chegaram rumores daqueles eventos.
Lançado ao rio o corpo de Iria, diz-se permanecer incorruptível através dos tempos no celestial sepulcro das claras areias do Tejo, aonde afinal a fomos encontrar ...