Diz-se "efeito halo" (chapéu de anjo) da possibilidade de a avaliação ou julgamento que fazemos de um determinado item ou factor, poder interferir erradamente no julgamento de outros factores e itens de avaliação ou julgamento, assim contaminando nesse erro, o resultado da avaliação geral por nós realizada.Foi assim que Edward Thorndike designou este fenómeno que se resume no fundo à interferência causada nos processos de avaliação de desempenho devido à simpatia ou antipatia que o avaliador tem pela pessoa avaliada.
Este efeito é considerado pelos especialistas como o mais sério erro cometido por um avaliador ou julgador.
Quem julga deve ser isento e imparcial, mesmo relativamente a si próprio.
O "efeito halo", da "informação prévia", o impacto das primeiras impressões são por vezes o primeiro obstáculo a uma avaliação rigorosa e justa, sabendo-se quantas vezes são desastrosas as consequências para a vida de quem tem de subjugar-se a tais juízos de avaliação ou julgamento.
Neuro cientistas das Universidades de Nova York, Tufts e Harvard investigaram a actividade cerebral humana no decurso da formação das primeiras impressões sobre terceiros.
Foram apresentados a 19 voluntários , 20 perfis fictícios de 20 pessoas diferentes que lhes foram entregues com fotografias incluindo determinados cenários.
Verificou-se que a simples observação dos perfis das fotos colocadas em determinado cenário foram o suficiente para que os voluntários formassem uma imagem da pessoa correspondente atribuindo-lhe desde logo traços de carácter,tais como, inteligente, preguiçoso, perfeccionista, desmazelado, atencioso, mal educado...
Notaram ainda os investigadores que os observados formaram essas opiniões quase imediatamente e retiveram-se nelas. Assim solicitados a atribuir uma função a um perfil, faziam-no por referência à impressão causada pela imagem vista e apenas por esta.
Nos primeiros instantes de contacto com alguém a actividade cerebral da " amídgala e córtex cingular", regiões do cérebro ligadas à apreensão de objectos inanimados e avaliações sociais baseadas em grupos familiares ou de confiança e ao dinheiro , determina a formação de uma impressão instantânea , também chamada primeira impressão, de que por vezes nunca nos conseguimos desvincular.
Assim toda a cautela com os juízos prévios, as impressões fundadas meramente nos nossos conceitos ou preconceitos será pouca se quisermos julgar alguém de modo justo e objectivo.
Quantas vezes pensamos sobre isto ?
Não. A nós não acontece. Pensamos.
Porém se todos fossemos o primeiro juiz das nossas próprias consciências, muita coisa mudaria no mundo à nossa volta ...
