Segundo a Lusa digital,Os dois detidos vão ser acolhidos em Portugal, por razões humanitárias.
Segundo a Lusa digital,



Viu-a ali entrar.

(...) 
A minha amiga voltou a ver o Ribatejano valoroso que se encantou pelo seu vestido preto.
Um dia conto o que aconteceu, após ...

Esta história relembra-nos o quanto o amor, a amizade, os afectos, precisam de paciência, de dedicação, de entrega.
Também lhe podíamos chamar, entre outras coisas, "manual de aprendizado do afecto".
Curiosamente algo me causou sempre perplexidade nesta história : o modo agreste, diria mesmo hostil, como o Principezinho trata as rosas que encontra no seu caminho e que não são a sua rosa.
Parece que a obra apresenta aqui uma espécie de lacuna que o meu coração igualmente referencia e identifica na vida :
o menino que aprendeu a amar, a cativar e conservar a sua rosa, não aprendeu e nem ensina como conciliar isso com a coexistência pacífica no seu mundo de tantas outras rosas.
Será essa compatibilidade impossível?
É como se faltasse um capítulo à história, relatando nova viagem, clarificando como compaginar a necessidade de conviver com a multiplicidade das rosas, dedicando-se particularmente a uma única.
Ora como as palavras, as cerejas e os pensamentos facilmente se multiplicam nos nossos sentidos, fui de premissa em premissa a outras realidades, caminhei por histórias, pela ficção, pela lenda e encontrei Salomão.
Salomão não mero Principezinho, foi Rei de Judá e Israel entre os anos 1009 a 922 aC, filho de David e da belíssima Bate-Seba, rezam as escrituras foi abençoado por Deus para ser o homem mais sábio à face da Terra, em todos os tempos.
Teve 700 esposas, princesas (advindas de reinos conquistados) e 300 concumbinas (1 Reis 11.1-3). "Amou" muitas mulheres estrangeiras. Além da filha do Faraó do Egipto, ainda moabitas, amonitas, adonitas, sidônias e hititas .
Como conseguiria Salomão cativar e manter cativas ao seu afecto esta multidão?
A doutrina cristã dá nota extremamente negativa a esta situação.
Fundamentalmente aborrecia-se muito Deus com estas ligações a estrangeiras que alegadamente corrompiam o Estado com ideias diferentes, práticas e formas de estar na vida não cristãs a que o Rei acabava por aderir. ( Talvez noutro post, a ponderação desta ideia...)
O Padre JOAQUIM que faz pouco tempo aqui vos apresentei, do jeitinho dele, dizia-me assim : foi para proteger a PAZ SOCIAL, a HARMONIA da VIDA em COMUNIDADE e a sanidade mental do homem que Deus determinou para cada homem uma única mulher e vice versa : a Adão, Eva. A ti... é só atender aos sinais do coração.
Cada coração tem um mapa ...
É preciso desenvolver sabedoria bastante para o percorrer sem errar o percurso ...
Nos últimos dois dias a comunicação social tem difundido enfatizadamente o pedido dirigido pelo magistrado do Ministério Público que preside ao Eurojust ao Procurador Geral da República, com vista a afastar da instrução do processo disciplinar que lhe foi movido e substitui-lo por um outro instrutor, por suspeição de falta de imparcialidade.


Aos sábados é comum verificar grande afluência de pessoas às compras pelas variadíssimas feiras que se realizam um pouco por todo o país.
São pessoas das mais variadas condições sociais e extractos culturais.
Muitas procuram umas mãos cheias de trapos de aparente "marca", a preço cigano, para marcar presença social de aparente requinte e "ciganamente" aparentar um estatuto económico que não têm. A imagem da aparência de quem se mede pelo nome que carrega nos trapos com que tapa a sua nudez elementar.
As polícias levantam autos pela contrafacção, pela violação dos direitos da marcas, todos cientes : ciganos, polícias, consumidores, julgadores e legislador que aos preços ali praticados e oferecidas as marcas, não são originais das mesmas, os produtos em causa ali á venda.
Em último caso, correndo mal, paga o cigano vendedor...
É vê-los, desafiando as normas e as regras, por um pão para os filhos, a oferecer os seus produtos .
Confesso que uma impressão dualista me avassala à presença daquelas forças da natureza, malabaristas da palavra cuja arte nunca lhes foi ministrada, artífices de construções mentais psicologicamente apelativas, empatizantes...
Num recanto da feira, a preços característicos do evento, vendiam-se flores de época prontas a replantar. Era o que a mãe pretendia comprar.
Em frente à banca das flores uma ciganita franzina aparentando funcionar a pilhas recarregáveis de longa duração apregoava : tudo a 5 e a 10 €... vamos senhoras ... três peças a 10,00€. ...
De repente levantou uma blusa de um vermelho carmim impressionante e dirigindo-me o olhar disse :
-Para ti... é mesmo para ti princesa, é a tua cara...
Sorri com toda a simpatia que consegui e disse-lhe discretamente : obrigada, talvez outra vez...
Ela insistia : - estava mesmo á tua espera esta blusa...
Isto é para vestir uma rainha cigana ...
Voltei a sorrir e procurando dignificar o cumprimento que me fazia disse-lhe : serei cigana talvez, mas não rainha. Não vou comprar.
Deixa-me então ler a tua mão. É só um Euro (um "ero") cada pergunta que queiras fazer.
Sorri tocada com a sua capacidade de luta para ganhar alguma coisa , mesmo face ao cenário de que nenhuma porta se abriria.
Estendi-lhe a mão direita e disse-lhe: vê o que quiseres.
Pegou-me na mão esquerda. Palpou traços, linhas, montinhos, pequenos sinais na mão...
És linda ! Disse-me.
Está escrito na minha mão? perguntei a sorrir...
Não, és linda no coração, na cabeça. És boa, és inteligente. Vejo-te a trabalhar num lugar escuro, de gente mais cigana do que eu.
Sofres com a maldade dos outros. Sofres muito com a hipocrisia, a traição, a mentira.
Sofres muitas invejas.
-Como ? Perguntei. Nada tenho de invejável.
-Tudo. Tu tens tudo.
E tens um amor atravessado na linha da vida que seguirá contigo até á morte...
-Um amor, perguntei ? Não creio ...
-Mentirinha ... sabes que tens e ele também sabe que te tem ...
- Mas não gosta de mim ?
-AHHHH... és mesmo cigana... São 5 € ...
Maria
Suspiros lançam as pedrasPela hora do poente,
A princesa que dormiu,
Numa grinalda de heras,
Abre os olhos quando o sente.
Ela espera o seu amado
Levado numa corrente.
Preso a ela ele ficou,
E ela sempre o pressente...
Em seu sono atormentado,
Aguarda que ele regresse
Ao castelo iluminado
Em noite de Lua cheia
Semeia de mil flores o leito por Deus fadado
Para se entregar por fim
Ao seu amado adorado
Maria, singela homenagem ao Castelo de Óbidos

Sem dúvida, a morte não fazia parte da natureza, mas tornou-se natural; porque Deus não instituiu a morte ao princípio, mas deu-a como remédio. Condenada pelo pecado a um trabalho contínuo e a lamentações insuportáveis, a vida dos homens começou a ser miserável. Deus teve de pôr fim a estes males, para que a morte restituísse o que a vida tinha perdido. Com efeito, a imortalidade seria mais penosa que benéfica, se não fosse promovida pela graça.