(Foto - legenda : continuem a dar-nos música ...)Nos últimos tempos ouço falar de leis penais permissivas, incentivantes à prática de crimes, diz-se na face de quem se pode e com face oculta a quem permite, que não se prende em Portugal, que a corrupção não é punida...
Ora , ora, meus senhores...
Então com tanto velho gagá nas prisões portuguesas aonde é que se colocavam os outros ?!...
Repare, atente neste artigo que me parece agradavelmente perspectivado e pensado ...
*
"A maior parte dos reclusos idosos nas cadeias portuguesas não tem antecedentes criminais e cometeu o primeiro crime já na velhice. Cerca de 35% foram condenados a penas superiores a 12 anos pelos crimes mais graves, como homicídio consumado e tentado.
Segundo a Direcção Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), em Junho, as cadeias portuguesas contavam com 181 reclusos com mais de 65 anos, doze dos quais mulheres. Apenas 19 aguardavam julgamento em prisão preventiva. "Quando não há antecedentes criminais, o que se pode explorar em primeira mão é se há uma doença mental grave do tipo degenerativo que faça com que o idoso perca a noção da realidade", diz o psicólogo criminal Rui Abrunhosa.
Do total de reclusos condenados, 57 cumprem penas superiores a 12 anos, o que significa que mataram ou feriram gravemente alguém. Apenas duas mulheres cumprem penas tão pesadas, porque a maioria das idosas foi condenada por tráfico de droga.
Fonte da PJ explicou ao DN que, na maior parte dos casos, estão em causa questões familiares. "Seja num quadro de violência doméstica, seja por questões de partilhas de terrenos. E muitas vezes motivados pelo vício do álcool", explica. Depois há desavenças entre vizinhos que acabam em morte. A mesma fonte recorda uma mulher que aos 72 anos matou o marido à paulada, na zona de Santarém. Estava cansada de ser vítima de violência doméstica.
À PJ a mulher ainda tentou alegar, em 2002, que o marido tinha sido vítima de assaltantes. Mas o sangue na roupa denunciou-a. Assim que a PJ a deixou nos calabouços da PSP, a idosa - que nunca ofereceu resistência - fez questão de se despedir do inspector com dois beijos na face.
O caso que mais surpreendeu o presidente do Sindicato Nacional de Guardas Prisionais, Jorge Alves, foi o de um idoso que por causa de uma briga relacionada com o curso de água, agarrou na enxada e atingiu o vizinho na cabeça. O acto tresloucado valeu-lhe a condenação.
"Normalmente os idosos que têm autonomia têm um comportamento exemplar na prisão. Gostam de estar no quarto a ler ou a ver televisão, cumprem os horários", descreve Jorge Alves ao DN o presidente do Sindicato Nacional de Guardas Prisionais. Apesar de uma pequena percentagem ter ocupações profissionais, em trabalhos agrícolas ou de carpintaria, a maior parte acaba por adoecer, ou ser presa já doente, e passar o período de reclusão internada na enfermaria.
Uma pequena parte dos idosos presos tem já um vasto currículo na vida do crime. Uma outra fonte da PJ lembra que os únicos homens com mais de 65 anos que deteve ao longo da carreira eram barões no mundo do tráfico de droga. "Já tinham cumprido pena, saíram e voltaram. Não são reabilitáveis", considera. No crime de roubo, raramente se apanha um idoso.
As estatísticas dos Serviços Prisionais mostram que a população reclusa diminuiu nos últimos três anos. Em 2008 havia mais doze reclusos idosos do que actualmente e em 2007 mais 23. Jorge Alves já conheceu dois casos de idosos que, em fim de pena, já não tinham casa, familiares ou amigos. Acabaram por ficar na "Casa de Santo André", um edifício da cadeia masculina de Santa Cruz do Bispo destinado a consultas médicas."
Segundo a Direcção Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), em Junho, as cadeias portuguesas contavam com 181 reclusos com mais de 65 anos, doze dos quais mulheres. Apenas 19 aguardavam julgamento em prisão preventiva. "Quando não há antecedentes criminais, o que se pode explorar em primeira mão é se há uma doença mental grave do tipo degenerativo que faça com que o idoso perca a noção da realidade", diz o psicólogo criminal Rui Abrunhosa.
Do total de reclusos condenados, 57 cumprem penas superiores a 12 anos, o que significa que mataram ou feriram gravemente alguém. Apenas duas mulheres cumprem penas tão pesadas, porque a maioria das idosas foi condenada por tráfico de droga.
Fonte da PJ explicou ao DN que, na maior parte dos casos, estão em causa questões familiares. "Seja num quadro de violência doméstica, seja por questões de partilhas de terrenos. E muitas vezes motivados pelo vício do álcool", explica. Depois há desavenças entre vizinhos que acabam em morte. A mesma fonte recorda uma mulher que aos 72 anos matou o marido à paulada, na zona de Santarém. Estava cansada de ser vítima de violência doméstica.
À PJ a mulher ainda tentou alegar, em 2002, que o marido tinha sido vítima de assaltantes. Mas o sangue na roupa denunciou-a. Assim que a PJ a deixou nos calabouços da PSP, a idosa - que nunca ofereceu resistência - fez questão de se despedir do inspector com dois beijos na face.
O caso que mais surpreendeu o presidente do Sindicato Nacional de Guardas Prisionais, Jorge Alves, foi o de um idoso que por causa de uma briga relacionada com o curso de água, agarrou na enxada e atingiu o vizinho na cabeça. O acto tresloucado valeu-lhe a condenação.
"Normalmente os idosos que têm autonomia têm um comportamento exemplar na prisão. Gostam de estar no quarto a ler ou a ver televisão, cumprem os horários", descreve Jorge Alves ao DN o presidente do Sindicato Nacional de Guardas Prisionais. Apesar de uma pequena percentagem ter ocupações profissionais, em trabalhos agrícolas ou de carpintaria, a maior parte acaba por adoecer, ou ser presa já doente, e passar o período de reclusão internada na enfermaria.
Uma pequena parte dos idosos presos tem já um vasto currículo na vida do crime. Uma outra fonte da PJ lembra que os únicos homens com mais de 65 anos que deteve ao longo da carreira eram barões no mundo do tráfico de droga. "Já tinham cumprido pena, saíram e voltaram. Não são reabilitáveis", considera. No crime de roubo, raramente se apanha um idoso.
As estatísticas dos Serviços Prisionais mostram que a população reclusa diminuiu nos últimos três anos. Em 2008 havia mais doze reclusos idosos do que actualmente e em 2007 mais 23. Jorge Alves já conheceu dois casos de idosos que, em fim de pena, já não tinham casa, familiares ou amigos. Acabaram por ficar na "Casa de Santo André", um edifício da cadeia masculina de Santa Cruz do Bispo destinado a consultas médicas."
Texto integralmente publicado aqui



















