segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher, máscara de deus na terra ...

POR UM MUNDO AONDE TU POSSAS SEMPRE DIZER:
EU também Voto !!!
O dia 8 de Março é nos nossos dias, uma data que serve fundamentalmente para permitir aos homens expressarem simpatia ou amor pelas mulheres das respectivas vidas. Em alguns Países coincide com a comemoração do dia das mães ou dos namorados.
Na verdade esta data deveria estar longe de conteúdo tão superficial, pese embora o agrado que nos causa a todos nós seres humanos qualquer especial manifestação de carinho e sem as desmerecer de modo algum.
Há cerca de 100 anos atrás as mulheres não tinham qualquer participação na vida cívica dos seus Países e mesmo no que respeita aos seus direitos civis mais elementares, constavam para o direito, mais ou menos, como os menores e outros incapazes hoje constam : a capacidade de gozo e o exercício pessoal de certos direitos estava-lhes vedada sem autorização ou consentimento expresso do pai ou do marido.
A mulher não votava.
Quando admitida a fazer o mesmo trabalho que o homem, a lei previa que pela sua inferior capacidade do sexo decorrente, obtivesse salário inferior pelo mesmo trabalho realizado.
A mulher não acedia a determinadas profissões, exclusivamente reservadas aos homens, um pouco como hoje o sacerdócio católico é ainda reservado .
Não podia celebrar negócios, meros contratos de compra e venda dos seus próprios bens pessoais sem autorização do marido.
Etc, etc
Contra esta situação discriminatória e mais tarde com o propósito de conservar direitos adquiridos, foi criada esta data que recorda ao mundo que um grupo de valorosas mulheres saiu á rua, mobilizou fábricas, famílias, nações, tocou corações…
Para que a todos fosse reconhecido o seu direito igualmente, inerente à essência de ser humano que todos somos.
Em Portugal em 1911, apenas os “chefes de família” maiores de 21 anos que soubessem ler e escrever, eram eleitores votantes.
Carolina Beatriz Ângelo médica e viúva, alegando ser “chefe de família” foi a primeira mulher a votar em Portugal e na Europa comunitária.
Logo alteraram a lei para do seu âmbito expressamente serem excluídas as mulheres.
Em boa verdade o sufrágio universal integral para as mulheres portuguesas só ocorre em 1975.
É também após a Revolução dos Cravos que carreiras reservadas a homens se abrem às mulheres, designadamente as próprias Magistraturas.
Ainda hoje a meu ver, a mulher é discriminada no trabalho, na família, na vida .
Para os homens serão as próprias “máscaras de Deus “ na Terra, raro complemento cuja beleza exterior e interior, riqueza e sensibilidade tão singulares não podem ser prescindidas.
Confiar o respectivo destino político a uma mulher, o seu trabalho ao critério de uma mulher, aceitar os planos de uma mulher… continua a ser muito complicado.
A não ser que lhe reconheçam que Ela por ser especial, não obstante mulher, pensa, conduz-se, luta”como se fosse um homem” . “Uma mulher que até parece um homem… “
Afirmá-lo é incorrecto politicamente, eu sei…
Sou MULHERRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!...............................

sexta-feira, 5 de março de 2010

Chocolate


Óbidos recebe, esta terça-feira, três toneladas de chocolate, numa operação logística que envolve dezenas de pessoas e várias carrinhas que transportam cinco das sete «maravilhas do mundo» para o Festival Internacional de Chocolate.

Saiba tudo , aqui

terça-feira, 2 de março de 2010

Cântico Negro

(fotografia de Anita da autoria de R. Madruga e gentilmente cedida a este espaço)


Morri ontem, morro hoje, a toda a hora.
A cada lágrima de uma criança que chora,
A cada parto que não sucedeu.
Sempre que o teu olhar se afasta do meu,
Naufrago numa dor de desalento
E espalho a alma em trapos ao vento.
Mas se a carniseira morte me devora
Renasço no teu corpo, para a mandar embora.
Renasço aos beijos teus, chorando o meu adeus,
Fixos os meus olhos, nos teus, a toda a hora.
E que me importa que venham carpideiras
Alagadas de conceitos e olhares de esgueira
Censurar cheias de inveja o meu renascimento?
Nada me importa o pensar do momento
Que o meu momento se faz eternidade
Quando no sonho me envolves em verdade.
Quando me mostras que viver é amor
E dor…
Dor que mata, dor que mói, mas que também reconstrói…
E se em permanente guerra tiver que estar
Só por te amar,
Não negarei a força do inimigo.
Não conto com um gesto realmente amigo…
Fragilmente me deixarei morrer
Para todos os dias renascer
Para ti, nova mulher reinventada
Matar-me uma vez mais, não será nada…
Por ti, voltarei mil vezes a viver !
Não sou especial, nem diferente,
Choro e sofro como toda a gente.
Mas sou apenas eu, nua dos preconceitos
Que amargam a alma de ódio, e desamor
Aos meus inimigos.
Adopto o sorriso por arma,
O beijo por flor.
E sempre que pareça que, já morta, irei…
Acredita que para te amar, sempre regressarei.
Inflamarei teu sangue na paixão reinventada
E mesmo quando julgarem que dei tudo.
E mesmo quando cuidarem que mostrei tudo.
É nesse mesmo momento que lhes direi :
Ainda não vos mostrei nada!

Maria

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MADEIRA 20-02-2010 : retrato de tragédia!










(ALGUMAS IMAGENS DAS CONSEQUÊNCIAS DA TRAGÉDIA
QUE SE ABATEU SOBRE A ILHA DA MADEIRA
( imagens gentilmente cedidas por um amigo residente na madeira):


Consternada, abraço os familiares das vítimas mortais, feridas, desaparecidas, todos aqueles que assim perderam casa, viatura, outros bens pessoais.

A dor não conhece sexo, raça ou cor. Não tem opção partidária e nem política, nem sequer religião. A dor limita-se a doer igualmente seja em quem for que se abata. Que ninguém lhe seja indiferente seja a que pretexto for e que nos saibamos reciprocamente consolar em nossas dores.

Nota :

Para ajudar as vitimas da tragédia na Madeira: 760 100 999 é o número a
marcar. Cada chamada vale 50 centimos de ajuda. A chamada custa 60
centimos + IVA (A diferença diz respeito a custos das operadoras).
Ajude e passe palavra: 760 100 999. Rádio Comercial
.
Esta informação foi colhida junto do mural criado no facebook"Solidários com a Madeira"

Para quem queira ajudar ou prestar auxílio por outra forma é aconselhável contactar a CARITAS

Morada: Calçada do Pico,59 9000-206 - Funchal
Telefone: 291743331
Fax: 291745714
E-mail: caritasfunchal@netmadeira.com
URL: http://www.caritas.pt/funchal/seccao2.asp?caritaid=14&seccaoid=221

PARA QUEM POSSUA INFORMAÇÕES DE ALGUEM DESAPARECIDO
ficam os contactos :
PSP/Police: 291208400
PSP: Trânsito 291208200
GNR/National Guard: 291214460
Bombeiros/Fireman: 291200930
PSP Ribeira Brava: 291952159

No RG3 estão a receber roupa e bens de primeira
necessidade (cobertores, roupa interior, meias, etc...). se puderem,
separem já a roupa antes de entregarem (homem, mulher e criança). VAMOS
TODOS AJUDAR! Força Madeira
. Consulte ainda os murais criados no facebook sobre o tema para maiores esclarecimentos

domingo, 21 de fevereiro de 2010

MADEIRA : luto e consternação

Montagens
Alberto João Jardim, referindo-se à tragédia que se assolou sobre a Madeira disse que a prioridade é "tratar dos vivos" e "alojar quem perdeu a casa" .
Mais de 30 pessoas foram já confirmadas como falecidas em consequência do temporal que se abateu sobre a ilha da Madeira, encontram-se desaparecidas, provavelmente entre os escombros da tragédia, cerca de quase uma centena de pessoas.
As comunicações estão em muitas zonas totalmente inviabilizadas.
Há pessoas isoladas que se mantêm em suas casas sem poder adquirir mesmo géneros de primeira necessidade.
A electricidade ficou desactivada largas horas e ainda não foi totalmente reposta.
As pessoas não têm memória de tão dolorosa agressão por parte da "mãe natureza".
Além dos mortos, dos feridos, os estragos materiais são avultadíssimos : casas, viaturas e outros bens foram pura e simplesmente "desfeitos" pela fúria incontida das águas.
É momento de limpar as estradas, proceder à recuperação das pontes tendo sido pedido às Forças Armadas pontes concebidas pela engenharia militar transitórias de substituição daquelas outras que foram destruídas pela força da água.
É preciso reestabelecer a energia eléctrica as comunicações e assegurar a distribuição de refeições e cuidados de saúde.
Impõe-se solidariedade. Quem possa ser útil não fique indiferente.
A GNR tem 56 homens e dois cães, do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro, preparados para embarcar ao início da manhã de domingo para a Madeira. A Câmara de Lisboa vai enviar 36 homens do Regimento de Sapadores Bombeiros e as Forças Armadas vão mobilizar 5 equipas.
Não obstante, todas as medidas já adoptadas, continua a chover, pelo que temo a dificuldade de fazer aterrar no aeroporto da Madeira a ajuda necessária e imprescindível , face a tão inóspitas condições atmosféricas.
Pudera eu embalar num canto dolente de dor e ternura hoje a vossa dor.
Pudera MARIA acalmar as águas e trazer-vos Paz...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Um momento mais ...

Para reflexão...

Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desista.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em si.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por si.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca se detenha


Madre Teresa de Calcutá

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Canto dos Poetas

Já há quem se dedique a estudar os efeitos que a utilização da internet produzirá sobre as relações amorosas entre casais.
Estudos revelam que desde 2006 a esta parte, a utilização da internet conheceu um "boom"
imprevisto que teve por consequência a adesão das pessoas a relações virtuais.

Há um factor de desinibição decorrente do desconhecimento da pessoa real com quem o interloctor interage que facilita a integração e o fluir de emoções intensas e genuínas.

A fronteira entre o universo real e o virtual torna-se ténue e muitas pessoas chegam ao contacto real com os seus contactos da internet, assumindo-me já como significativo o número de casamentos entre cibernautas.

Por causa disso há quem coloque esta questão : Poderá uma relação online constituir infidelidade?
As opiniões dividem-se. Enquanto uns defendem que se trata de uma forma inocente de fantasia, há quem acredite que estas práticas põem em risco um casamento pelo grau de intimidade que envolvem. Aos olhos da lei este é ainda um tema controverso e ambíguo.Esta afirmação, aqui sublinhada por mim é feita aqui o que por si só valeu a minha atenção.
Afinal de que lei se fala?
À luz da lei portuguesa não parece que o facto pudesse constituir causa legal de
divórcio.
Seguindo ainda de perto a ideia daquele primeiro texto, a ausência de contacto físico reduzia a hipótese de infidelidade, contudo, claro seria que, quer incluindo ou não cibersexo , este tipo de relação despertaria emoções que poderiam repercutir-se na vida conjugal.
A meu ver, o cerne da questão não está na verificação ou não de um contacto, físico ou não físico.

O cerne da questão é certamente outro . Não consigo imaginar o que determina por exemplo uma mulher com um companheiro a procurar emoções ainda que virtuais na internet junto de outros homens. Contudo suponho que os motivos não divergirão muito dos que levam a uma "infidelidade" no universo da chamada vida real.

O problema não reside então de certeza absoluta no uso da internet, mas no próprio casal.

As próprias relações na sua respectiva vulnerabilidade tão característica nos nossos dias é que carece de ser repensada.

Será que nunca existiram amores eternos, para além dos imaginados pelos poetas?

O que fez o Homem então a esse sentimento? Que significa hoje a palavra amor :

um sentimento intenso e temporário, até que a Conservatória nos separe ?!...

 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Luto

CHORANDO A MORTE DE DEUS : MEU DEUS É MORTO...
Deus morreu
E levou consigo
Meu amor prometido
Que jamais aconteceu

Levou também a esperança
De viver um dia
O sonho criança

Deus apagou as estrelas
Cobriu a lua
Com um manto de tristeza

Secaram-se os jardins
A noite agora não tem fim

Deus não morreu para você
Deus morreu pra mim

Ele ainda te ilude com cores
E falsos amores

Ainda há uma surpresa no final…
Rauan Oliveira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A insustentável leveza do ser

(Maria 2009)

Solicitaram-me hoje que apoiasse uma instituição de solidariedade no domínio da prevenção e repressão da violência doméstica.
Qualquer abuso ou agressão sem justo motivo de um ser humano sobre outro, ou sobre qualquer outro ser, tem à partida a minha repulsa.
Logo e como bem se compreende, coisa diversa não podia defender no âmbito de relações familiares ou de proximidade similar.
Talvez por isso, desde que me conheço, expresso em tom audível a minha voz para dizer o que penso a este respeito e ainda que em silêncio faço o quanto alcanço para minorar este fenómeno.
Há quem não consiga separar a luta da mulher pela igualdade de direitos e esta situação e erradamente, reconduza uma coisa a outra de forma absolutamente redutora.
Nunca desconsiderei o esforço das mulheres que ao longo da história, com luta e o sacrifício da sua própria condição feminina e por vezes de suas vidas, conquistaram o direito ao voto, a exercer uma profissão independentemente da determinante sexual, que ganharam o direito a frequentar universidades, a ocupar órgãos de Soberania, designadamente as funções inerentes à Magistratura em Portugal que estavam vedadas até a " Abril" a mulheres.
E esta é uma área aonde nada está ainda "assente" e segura, eu acho.
Contudo o problema na questão da violência é mais que esse : não pensamos que uma pessoa não deva ser agredida porque é igual ao agressor, mas porque é pessoa. E essa sublime condição essencial garante-lhe como sacro, o direito à sua integridade física, psíquica e mental.
Trabalhar contra a violência é trabalhar pela dignificação da pessoa.

Não estão apenas em causa as mulheres. Por vezes crianças, idosos, pessoas portadoras de deficiência e mais indefesas.

Mas a dignificação da pessoa antes de mais, tem que ver com a dignificação pessoal de cada um.

Quando alguém compreende o verdadeiro valor da sua dignidade enquanto pessoa, mais dificilmente tolera o abuso ou a agressão desse valor.

Hoje, casualmente, entre os meus livros de quarto, peguei na obra de Milan Kundera que deu aliás origem ao filme com o mesmo título "A insustentável leveza do ser" e reli alguns dos seus trechos.

Como por certo se recordam o livro trata da história de um jovem médico ( Tomas ) que mantem dois relacionamentos amorosos . Sabina, para quem isso é absolutamente indiferente, pois encara os relacionamentos a dois como Tomas e Teresa com quem é empurrado para um compromisso de vida comum.

Esta mulher sofre dilaceradamente a partilha dos afectos, da dávida de corpos por parte de Tomas e Sabina, mas estoicamente tolera tudo isso, porque por mais ferida, espartilhada que ficasse a sua alma, perdê-lo ser-lhe-ia mais intolerável.

Há um momento especialmente impressionante em que Teresa visita Sabina e lhe pede que a deixe ver, assistir a um acto de relacionamento sexual entre Tomas e esta última.

A fragilidade e a entrega tão absoluta de Teresa acabam por "vencer" o coração de Tomas e até comover Sabina.

A questão que gostaria de perceber é esta : porquê aceitar essa fragilidade insustentável de um ser amado, ao invés de buscar algo que nos segure, que nos faça bem, que nos fortaleça?

Este é o grande dilema, o verdadeiro dilema profundo de quem se deixa maltratar : é a primeira pessoa a escolher para ela um veículo de sofrimento, aprisionar-se a ele, sem se dignificar a si própria antes de mais...

O mais grave de tudo, é que a toda a escala, mesmo as mulheres mais alertadas, as pessoas mais bem preparadas, vêm-se por vezes aprisionadas a factores que lhes projectam as vidas e os seres nas flutuações de uma insustentável leveza de um ser...


É para aí que devem antes de mais ser voltadas as nossas munições. Trabalhando a auto estima, desmistificando por vezes aqueles que entronizamos ...

Em suma : a primeira luta pela dignidade é connosco próprios !


Maria

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Voo rasteiro



Depois de ler esta notícia confesso que não contenho a curiosidade:

Que poderão ter conversado os senhores pilotos que tanto chamuscou as asinhas dilectas

da nossa distinta transportadora aérea?


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"A liberdade é isto ..." SIC é televisão ...

(Só tem 17 anos. Espero que prossiga caminho na música.Em mim já tem fã.)

"ÍDOLOS"-UM PROGRAMA FEITO À MEDIDA PARA ENCONTRAR UM ÍDOLO...

PARA QUEM?! ...



Toda a arbitrariedade, toda a injustiça, toda a prepotência me transtorna.

Que fazer?! É mais forte do que eu...

Durante meses a fio um júri nem sempre constituído pelos rostos ora visíveis na SIC no programa ídolos, seleccionou entre mais de uma quinzena de milhares de jovens, 15 candidatos que considerou terem as melhores vozes e características mais adequadas para se tornarem num ídolo da música pop em Portugal e mais além :)

Pessoalmente conheço algumas vozes que concorreram e travei contacto pessoal com outros tantos jovens que foram a prova e devo dizer que ouvi muitas vozes belíssimas excluídas sem compreender muito bem os critérios que determinaram a opção por estes 15 concorrentes em concreto apurados.

Facto é que restaram estes 15.

Ao contrário do que supõe o júri do Ídolos, os portugueses percebem o que é uma voz afinada.

Muitos portugueses percebem. Compreendem em que consiste a amplitude vocal de um cantor e genericamente deve dizer-se que de tanta escolha não restou uma voz como um Paulo de Carvalho, um Carlos do Carmo, um Rui Velozo ou um Miguel Ângelo(Delfins). E nem , de todo, uma voz feminina de soprano minimamente decente.

Isto é um facto, por muitas maravilhas que possam atribuir aos candidatos em prova.

Agora, claramente, um ídolo não se faz só de voz.

Pedro Abrunhosa não tem grande voz mas quem dirá que não é um dos nossos ídolos?

E até mesmo Madona ? Tem voz ?

Eu penso que Laurent é claramente o membro dos jurados dos ídolos com genuína sensibilidade musical e conhecimento de música.

Admito estar enganada.

Os demais, terão alguma, mas sobretudo um grande sentido

de espectáculo musical.

Ao exercerem aquelas funções não podem perder nunca de vista que o ídolo que procuram não é para eles, ou seja, não estão ali para encontrar o seu ídolo, mas aquele dos candidatos que aos olhos da maioria das pessoas que compra música possa funcionar como ídolo bastante para que a sua música venda.

Por isso, não tem o senhor Manuel Moura dos Santos o direito de "se estar nas tintas para o gosto da maioria", porque ele não é ali só o Senhor Manuel Moura dos Santos com os seus gostos pessoais, na busca de um ídolo seu. Não, o seu dever como júri, é mesmo colocar de parte esses gostos e verificar quem junto do público funciona como um ídolo.

Claramente é tendencioso no modo como avalia os concorrentes. A ideia de querer que vença a Diana ou o Filipe são por demais óbvias.

Já o foi assim aquando da rejeição da Luciana Abreu. Contudo veja aonde ela vai e aonde pára o ídolo que então escolheu ...

Eu admiro a inteligência e a garra desse rapazito de apenas 17 anos, o Carlos Costa, que sem nunca perder a humildade, cresce de gala para gala não obstante todo o mal dizer do senhor Moura dos Santos.

Reconheça Senhor Moura dos Santos, esse rapaz tem TODAS as características para ser um sucesso de qualquer bilheteira : não tendo um vozeirão( nenhum candidato a tem), é afinado, eficaz, tem um sentido tremendo de espectáculo, e busca interpretar o que deseja o público para ir ao encontro do seu gosto .

É inteligente? Tem estratégia?

Quer que lhe peça desculpa por isso?

Se a maioria dos portugueses gosta do tal "pop foleiro" que o Senhor Moura dos Santos rejeita, será só o Senhor Moura dos Santos depois o único dos portugueses a comprar a música do(a) seu(a) ídolo erudito(a)?

Contudo, não se aflija tanto, pois mesmo não ganhando este concurso, este rapaz vai singrar no mundo do espectáculo. Quer apostar?!...
Antes do seu direito à livre opinião, tem o senhor um dever como jurado : ser isento e isso, até o "povinho foleiro" já percebeu que não é.
E sabe mais : também há quem veja nisso qualquer coisa de igualmente pouco" elegante"...

Assim o designo por ser para si. :)

Liberdades... Maria



domingo, 17 de janeiro de 2010

Um pequeno gesto a quem está por perto ...

(Praia de Afife- Viana do Castelo)


Uma notícia da autoria de Ana Peixoto Fernandes do Jornal de Notícias, captou particularmente a minha atenção :

"Joaquim Carvalho foi durante três décadas o proprietário do restaurante mais conhecido de Viana do Castelo. Há seis meses, a ASAE fechou-lhe a casa por alegadamente não ter condições. O desgosto levou o empresário para o desleixo, abandono e miséria.
Foi dos anos 60 aos 80 o salão de festas mais badalado da região de Viana do Castelo e o restaurante predilecto de várias gerações pela sua localização à beira mar, em Afife. Fechado há pouco mais de seis meses pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), o estabelecimento conhece agora a decadência. O proprietário, Joaquim Carvalho, vive lá dentro, abandonado a si próprio e em condições degradantes."

Leia aqui o texto integral.

E aí por Viana do Castelo não existe nenhum investidor interessado em associar-se a este homem que deu nome e história na cidade a esse Restaurante com vista a reerguer tal espaço ?

Sabem, há grandes tragédias que em nada podemos remediar.

Lamenta-mo-las, chora-mo-las, mas não está ao nosso alcance minorá-las.

Mas há um verdadeiro herói em todo o homem que diminui o peso de uma tragédia que lhe está próxima ao invés de lhe ficar indiferente.

Se esse é o seu caso, não hesite em devolver a Viana do Castelo a excelência desse espaço que emblematicamente serviu por décadas a cidade e devolver dignidade a esse Homem que "preso" a ele permanece.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Se eu não precisasse de Deus ?!...

 
"Só a necessidade que eu tenho me justifica.
Que seria de mim se eu não precisasse?
Que seria de meu corpo se não houvesse
o aviso da fome? Que seria de mim se não
houvesse o futuro? Que seria de mim se eu
não precisasse de Deus?"
Clarice Lispector, "Esboço para um possível retrato"
"Mas há a vida que há para ser vivida, há o amor.
Há o amor. Que é para ser vivido até a última gota.
Sem medo. Não mata."

Clarice Lispector

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

SERÁS SEMPRE TU !


LETRA ADAPTADA AO PORTUGUÊS :

Através da escuridão,
Eu posso ver a tua luz .
E tu sempre brilharás ...
Posso sentir o teu coração no meu
Teu rosto eu memorizei,
Eu te idolatro pelo que tu és

Eu olho para
Tudo o que tu fazes,
Aos meus olhos tu não fazes nada errado .
Eu te amo há tanto tempo
E depois de tudo dito e feito
Tu ainda és TU
Depois de tudo
Tu ainda és Tu.

Tu passaste por mim
Posso sentir a tua dor
O tempo muda tudo
Mas uma verdade permanecerá
Tu ainda és tu
Depois de tudo
Tu ainda és tu

Eu olho para
Tudo o que tu és
Aos meus olhos tu não fazes nada errado
e embora nunca me perguntes
Eu te lembrarei
E do que a vida te fez passar

Neste mundo cruel e solitário
Eu encontrei um amor:
Tu ainda és tu
Depois de tudo
tu ainda és tu.