domingo, 15 de janeiro de 2017
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Dez anos após a morte de Mário Cesariny
Um Grande Utensílio de Amor
um grande utensílio de amor
meia laranja de alegria
dez toneladas de suor
um minuto de geometria
quatro rimas sem coração
dois desastres sem novidade
um preto que vai para o sertão
um branco que vem à cidade
uma meia-tinta no sol
cinco dias de angústia no foro
o cigarro a descer o paiol
a trepanação do touro
mil bocas a ver e a contar
uma altura de fazer turismo
um arranha-céus a ripar
meia-quarta de cristianismo
uma prancha sem porta sem escada
um grifo nas linhas da mão
uma Ibéria muito desgraçada
um Rossio de solidão
Mário Cesariny, in 'Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano'
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
sábado, 22 de outubro de 2016
É possível questionar o poder judicial, ou este é por natureza inquestionável ?
CURIOSiDADES:
Os juízes devem ser eleitos ou nomeados ?
*
Esta é uma questão recorrente na ideologia do direito.
Se o poder judicial dependesse do voto popular, certamente se corria o risco de não conseguir os melhores magistrados mas aqueles que mais capacidades tivessem para convencer o eleitorado de que poderiam bem desempenhar tais funções.
Seria de algum modo como na política : nem sempre são escolhidos os mais capazes mas os que melhor capacidade têm de fazer o eleitorado acreditar nisso.
Em contrapartida quando um político não atua conforme o bem comum é penalizado no voto.
As suas decisões são escrutinadas e controladas pelo Povo.
Já no caso da Justiça são os seus próprios pares que sindicam, inspecionam e discplinam as funções jurisdicionais.
Respeitada formalmenta a lei, mesmo que esse respeito redunde numa decisão que a comunidade refute desproporcional ou mesmo material ou substancialmente injusta, não há poder externo à Justiça que se lhe possa impor.
O Direito impõe-se por essência coercivamente e de forma absoluta relativamente a outros poderes do Estado dos quais a Justiça é independente e autónoma.
E esta independência foi uma conquista da democracia.
Sendo assim até que ponto é legítimo e permitido a um cidadão indagar, questionar ou formar e expressar opinião sobre o desempenho deste poder de soberania sem incorrer em ilegalidade ?
É uma questão sobre a qual vale a pena ponderar
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
"Burguesinha"
Certa vez um amigo em diálogo sobre solidariedade e justiça social disse-me algo que nunca mais pude esquecer.
- Que podes tu entender das dificuldades do teu semelhante pequena
burguesinha ? Já chegaste a meio do mês com meros 20€ no bolso e uma
família para sustentar? Já precisaste de um dentista e não pudeste
sequer agendar consulta por não teres dinheiro ? Já esperaste meses,
anos, por uma consulta no sistema de saúde para tratar um problema grave
e viste um familiar irremediavelmente
perdido por não conseguir oportuna intervenção ? Já evitaste ir a um
hospital, precisando, por não poderes pagar taxa moderadora e apesar da
tua vida te negarem a isenção ? Já te cortaram luz, água, gaz porque
não pudeste pagar os consumos? Já permaneceste sem comunicações de
alguma espécie porque nem um telefone podias carregar? Já , de tanta
privação, tiveste de pedir comida? Já quiseste dar algo essencial a um
filho e não pudeste? Já tiveste o lugar aonde vives ameaçado e temeste
ir viver na rua ? Já precisaste de uns meros euros para te deslocar e
pedir ajuda e tiveste de andar quilómetros a pé para chegar lá ?
Sabes porque as mulheres pobres engordam e envelhecem precocemente ?
Elas não podem escolher o que comem, não podem pagar ginásios nem tratamentos ou cuidados de saúde estética, não podem cuidar os dentes, os cabelos, a pele.
- Diz-me pois tu que nunca viveste estas coisas o que verdadeiramente te liga a estas pessoas?
Sabes porque as mulheres pobres engordam e envelhecem precocemente ?
Elas não podem escolher o que comem, não podem pagar ginásios nem tratamentos ou cuidados de saúde estética, não podem cuidar os dentes, os cabelos, a pele.
- Diz-me pois tu que nunca viveste estas coisas o que verdadeiramente te liga a estas pessoas?
Sempre me ligou o coração às dificuldades humanas.
Mas com o tempo fui compreendendo que não chegava preparar-se ,
estudar, trabalhar, lutar por uma vida minimamente confortável e digna
para nos salvar de cair numa situação humanamente degradante.
Pessoas bem posicionadas na vida por circunstâncias várias na vida e sem que nada o faça prever podem perder tudo.
Incêndios, calamidades que ceifam vidas, difíceis de reerguer quando já
não se arranja um trabalho. Situações em que pessoas são privadas de
aceder ao trabalho também as há. Polícias suspensos sem vencimento.
Pessoas a sobreviver sem qualquer vencimento que não queriam nem um
subsidiuzinho nem a nossa caridade, queriam apenas sustentar-se
dignamente fazendo aquilo para que estão habilitadas a fazer , mediante
um trabalho digno.
É preciso apontar sem erro que leis existem,
conjugadas com a estrutura do sistema político, económico, social e
cultural que promovem a pobreza neste País ainda que involuntariamente. É
preciso reinventar uma consciência social nova e novos valores. É
preciso combater a indiferença ao sofrimento alheio. É preciso que a
vida deixe de ser uma exposição ou feira de vaidades a banhos, de lautos
repastos, de luxos, distante da realidade de tantos que por vezes nem
para estatísticas contam.
Pense nisto : se estiver ao seu alcance
sorrir, estender a mão, abraçar alguém em dor, oferecer um emprego,
partilhar algo que talvez lhe seja até supérfluo, não seja indiferente.
A vida é ,mesmo para os maiores, uma grande incógnita e está em permanente mutação.
domingo, 27 de março de 2016
BOA PÁSCOA
Mesmo para os não crentes é inegável a grandeza e o interesse como
leitura dos livros da Bíblia, plenos de estórias, parábolas, metafóras
de grande sabedoria .
Gosto de abri-los como quem lança a sorte , inopinadamente e ler um pouco por páginas assim tiradas à toa.
NESTA MANHÃ DE PÁSCOA abri-a assim e "caí" no Livro de JOB.
Gosto de abri-los como quem lança a sorte , inopinadamente e ler um pouco por páginas assim tiradas à toa.
NESTA MANHÃ DE PÁSCOA abri-a assim e "caí" no Livro de JOB.
Para quem não saiba JOB era um homem riquissimo, titular de um cargo
público, abençoado com uma grande família, amigos, muita prosperidade,
um bom casamento e era um homem bom e
justo. Conta a estória que Santanás desafiou Deus a colocar JOB à prova
dizendo-lhe : deixa que lhe tire tudo e verás como ele deixará de
reger-se pelos teus mandamentos, perderá a bondade e a justiça. E Deus
aceitou o desafio.
Então
JOB perdeu tudo: morrerram os filhos, perdeu propriedades e riqueza,
perdeu prosperidade e, claro, os amigos, foi atingido com lepra e até a
mulher lhe disse : amaldiçoa o teu Deus e morre.
Abri no Capítulo 19 que tem sob título "JOB queixa-se da dureza dos seus amigos", versículos 6 a 20..
"Eis que clamo, mas não sou ouvido; grito : socorro, mas não há justiça.
O meu caminho foi entrincheirado e não posso passar.Nas minhas veredas há trevas.
Da minha honra fui despojado, quebrado de todos os lados, arrancada como uma árvore a minha esperança.
Inflama contra mim a ira dos meus inimigos.
Longe de mim os meus irmãos estranham-me.
Deixaram-me os meus parentes e os conhecidos esqueceram-se de mim
Até os meus domésticos, o meu criado me não respondem.
Fiz-me estranho até à minha mulher e filhos (...)
"Eis que clamo, mas não sou ouvido; grito : socorro, mas não há justiça.
O meu caminho foi entrincheirado e não posso passar.Nas minhas veredas há trevas.
Da minha honra fui despojado, quebrado de todos os lados, arrancada como uma árvore a minha esperança.
Inflama contra mim a ira dos meus inimigos.
Longe de mim os meus irmãos estranham-me.
Deixaram-me os meus parentes e os conhecidos esqueceram-se de mim
Até os meus domésticos, o meu criado me não respondem.
Fiz-me estranho até à minha mulher e filhos (...)
JOB19,25: MAS
"...EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE E QUE POR FIM, SE LEVANTARÁ SOBRE A TERRA".
"...EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE E QUE POR FIM, SE LEVANTARÁ SOBRE A TERRA".
*
*
*
Para quem crê celebra-se a ressureição de um Deus que vive.
Para quem não crê celebra-se a festa de um mundo que mais que nunca precisaria de um Deus vivo, na mesma medida que de esperança, sabedoria e bondade!
*
*
Para quem crê celebra-se a ressureição de um Deus que vive.
Para quem não crê celebra-se a festa de um mundo que mais que nunca precisaria de um Deus vivo, na mesma medida que de esperança, sabedoria e bondade!
BOM DOMINGO DE PÁSCOA PARA TODOS VÓS !
sexta-feira, 25 de março de 2016
No fio da navalha
(...)
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Abaixo a lei da rolha !
INTERNET E RELAÇÕES LABORAIS
Maria S. Portugal
Maria S. Portugal
Não são raras as pessoas que são ou se viram já incomodadas pelas suas entidades patronais pelo uso pessoal da internet, em particular, das redes sociais.
Não falo de práticas criminosas ou sequer do uso da internet no período de prestação funcional.
Se o trabalhador usa a internet ludicamente no seu posto de trabalho pode prejudicar a prestação funcional. Pode, sublinho, porque a meu ver , deve esse prejuízo ser demonstrado em concreto.
Porquê ?
Imagine uma cabeleireira, um taxista, enfim, tantas outras profissões que estejam largas horas sem clientes. Que mal virá se receber ou enviar uma mensagem, visionar algo, ouvir uma música ao invés de aguardar silenciosamente a chegada de cliente ?...
Mais evidente se mostra cair fora da alçada da entidade patronal o que o trabalhador faz na sua vida privada, fora do ambiente laboral, no recato íntimo da sua casa entre familiares e amigos.
Nos nossos dias qualquer pessoa acede ludicamente à internet.
Isso pode fazer parecer caricato que pessoas existam , punidas disciplinarmente com gravidade, por vezes remetidas ao desemprego e à miséria, por causa disso.
Pessoas que foram punidas e que apesar da evolução da realidade sócio cultural nem por isso viram revistas essas punições.
Algumas profissões prevêm estatutariamente em fórmulas vagas a prencher caso a caso que constitui violação de um dever funcional fatos da vida privada que se repercuta na função.
A formulação legal é vaga, cada entidade patronal prenche de acordo com um juízo de conveniência e só a ilegalidade é sindicável pelos Tribunais nesta matéria, não a injustiça.
Uma pena pode ser conforme a uma norma e ser injusta para o caso concreto.
Tentemos pois concretizar esta fórmula, personalizando-a, moldando-a à natureza humana para que não seja desvirtuada e injusta na sua aplicação.
Pensemos na política : todos recordam a deputada italiana que exibia deliberadamente a sua nudez em defesa de valores de libertação da essência sexual da pessoa humana.
NÃO VIU ABALADA A SUA COMPETÊNCIA PARA A POLÍTICA POR ISSO!
Recentemente, na política portuguesa, uma senhora fez também aparições ousadas em revistas. Muitos a aplaudiram em nome do mesmo valor. Quem discordou , como foi o meu caso, de modo algum o fez por razões morais. Simplesmente , em concreto, “não havia necessidade”, nada acrescentava , foi desadequado ao fim.
Mas só isso. Porque quando uma ação NÃO PREJUDICA NINGUÉM, quem JÁ VIVEU TEMPOS DE REPRESSÃO facilmente entende que A LIBERDADE É SEMPRE PREFERÍVEL, até porque é um valor e necessidade universais e desta ou doutra forma, não há ninguém que dela não precise em diferenciadas vertentes da vida , particularmente cívica!
Estes são casos extremos. Hipocritamente diz-se que a comunidade os condena. No entanto vimos o país mais mobilizado para defender uma professora que se despiu para a Playboy do que se mobiliza para votar!...
Mas este texto não sai em defesa destas situações, embora não as julgue.
Visa os casos que mais chocam , quando o trabalhador tem um perfil pessoal no facebook, no google, ou noutras redes sociais, um blogue, perfeitamente comum, conforme aos costumes comuns atuais e é punido pela entidade patronal por causa disso.
O que é um perfil comum e atual conforme aos costumes ?
É o meu, o seu caro leitor, estimado amigo ! Um perfil aonde partilhamos gostos culturais, curiosidades, com a famíiia e os amigos.
Onde partilhamos pintura, escultura, fotografia, música ,poesia, nos tempos de lazer.
Antes de termos net, tínhamos albuns fotográficos. Se recebíamos amigos partilhavamos o crescimento dos filhos e netos, as nossas viagens, férias, etc, etc. A diferença é que hoje a partilha é feita em outro meio.
Há entidades patronais que se opõem a esta partilha de retratos e invocam prejuízo para a função.
É o que chamo de política da burka virtual !
O trabalhador mostra o rosto na rua, no emprego, aonde quer que vá, mas se o rosto aparece retratado deve envergonhar-se dele ?
É absurdo, absolutamente desadequado aos nossos dias. Tão fundamentalista quanto a exigência da burka às mulheres, porque as motivações assemelham-se em tudo.
TODOS TEMOS DIREITO A EXPRESSAR-SE LIVREMENTE, À CULTURA, À ARTE aonde se integram a POESIA, a FOTOGRAFIA, a MÚSICA, etc, etc.
Estas prática repressivas são com todo o respeito fascizantes, retrógadas desconformes com o mundo atual, bafientas.
As pessoas de bem quando se enganam ou erram corrigem-no, mais não direi.
SEI que pessoas há punidas gravemente por partilharem ideias culturais, poesia, fotografia em espaços e tempos privados e não tenho dúvida que isso contraria o espírito de um Estado de Direito, do qual se espera ser PESSOA DE BEM e de progresso.
http://amusicaportuguesa.blogs.sapo.pt/1066450.html
Se o trabalhador usa a internet ludicamente no seu posto de trabalho pode prejudicar a prestação funcional. Pode, sublinho, porque a meu ver , deve esse prejuízo ser demonstrado em concreto.
Porquê ?
Imagine uma cabeleireira, um taxista, enfim, tantas outras profissões que estejam largas horas sem clientes. Que mal virá se receber ou enviar uma mensagem, visionar algo, ouvir uma música ao invés de aguardar silenciosamente a chegada de cliente ?...
Mais evidente se mostra cair fora da alçada da entidade patronal o que o trabalhador faz na sua vida privada, fora do ambiente laboral, no recato íntimo da sua casa entre familiares e amigos.
Nos nossos dias qualquer pessoa acede ludicamente à internet.
Isso pode fazer parecer caricato que pessoas existam , punidas disciplinarmente com gravidade, por vezes remetidas ao desemprego e à miséria, por causa disso.
Pessoas que foram punidas e que apesar da evolução da realidade sócio cultural nem por isso viram revistas essas punições.
Algumas profissões prevêm estatutariamente em fórmulas vagas a prencher caso a caso que constitui violação de um dever funcional fatos da vida privada que se repercuta na função.
A formulação legal é vaga, cada entidade patronal prenche de acordo com um juízo de conveniência e só a ilegalidade é sindicável pelos Tribunais nesta matéria, não a injustiça.
Uma pena pode ser conforme a uma norma e ser injusta para o caso concreto.
Tentemos pois concretizar esta fórmula, personalizando-a, moldando-a à natureza humana para que não seja desvirtuada e injusta na sua aplicação.
Pensemos na política : todos recordam a deputada italiana que exibia deliberadamente a sua nudez em defesa de valores de libertação da essência sexual da pessoa humana.
NÃO VIU ABALADA A SUA COMPETÊNCIA PARA A POLÍTICA POR ISSO!
Recentemente, na política portuguesa, uma senhora fez também aparições ousadas em revistas. Muitos a aplaudiram em nome do mesmo valor. Quem discordou , como foi o meu caso, de modo algum o fez por razões morais. Simplesmente , em concreto, “não havia necessidade”, nada acrescentava , foi desadequado ao fim.
Mas só isso. Porque quando uma ação NÃO PREJUDICA NINGUÉM, quem JÁ VIVEU TEMPOS DE REPRESSÃO facilmente entende que A LIBERDADE É SEMPRE PREFERÍVEL, até porque é um valor e necessidade universais e desta ou doutra forma, não há ninguém que dela não precise em diferenciadas vertentes da vida , particularmente cívica!
Estes são casos extremos. Hipocritamente diz-se que a comunidade os condena. No entanto vimos o país mais mobilizado para defender uma professora que se despiu para a Playboy do que se mobiliza para votar!...
Mas este texto não sai em defesa destas situações, embora não as julgue.
Visa os casos que mais chocam , quando o trabalhador tem um perfil pessoal no facebook, no google, ou noutras redes sociais, um blogue, perfeitamente comum, conforme aos costumes comuns atuais e é punido pela entidade patronal por causa disso.
O que é um perfil comum e atual conforme aos costumes ?
É o meu, o seu caro leitor, estimado amigo ! Um perfil aonde partilhamos gostos culturais, curiosidades, com a famíiia e os amigos.
Onde partilhamos pintura, escultura, fotografia, música ,poesia, nos tempos de lazer.
Antes de termos net, tínhamos albuns fotográficos. Se recebíamos amigos partilhavamos o crescimento dos filhos e netos, as nossas viagens, férias, etc, etc. A diferença é que hoje a partilha é feita em outro meio.
Há entidades patronais que se opõem a esta partilha de retratos e invocam prejuízo para a função.
É o que chamo de política da burka virtual !
O trabalhador mostra o rosto na rua, no emprego, aonde quer que vá, mas se o rosto aparece retratado deve envergonhar-se dele ?
É absurdo, absolutamente desadequado aos nossos dias. Tão fundamentalista quanto a exigência da burka às mulheres, porque as motivações assemelham-se em tudo.
TODOS TEMOS DIREITO A EXPRESSAR-SE LIVREMENTE, À CULTURA, À ARTE aonde se integram a POESIA, a FOTOGRAFIA, a MÚSICA, etc, etc.
Estas prática repressivas são com todo o respeito fascizantes, retrógadas desconformes com o mundo atual, bafientas.
As pessoas de bem quando se enganam ou erram corrigem-no, mais não direi.
SEI que pessoas há punidas gravemente por partilharem ideias culturais, poesia, fotografia em espaços e tempos privados e não tenho dúvida que isso contraria o espírito de um Estado de Direito, do qual se espera ser PESSOA DE BEM e de progresso.
http://amusicaportuguesa.blogs.sapo.pt/1066450.html
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Sem surpresas - temos Presidente !
Lamento o desanimo de alguns amigos : a esquerda não logrou vencer a direita. MARCELO foi eleito.
Mas será que a esquerda quis vencer Marcelo ? Não quis !
Esta esquerda tem um acordo para permitir o PS governar, mas não se pôs de acordo num candidato único de esquerda. Foi por acaso ? Não foi !
MARCELO comentador sempre elogiou a sagacidade de ANTÓNIO COSTA que foi seu aluno. O aluno também admira o professor : elementar !
A tal ponto que tolerava mais Marcelo que Maria de Belém. Sempre soube , por ambos conhecer , que Belém não era páreo para Marcelo. Condescendeu em Sampaio da Nóvoa, mas não comprometeu o PS num apoio institucional à sua candidatura.
PORQUÊ ?
Lida bem com uma presidência marcelista. A não ser assim teria junto a esquerda no apoio a um candidato forte e ter-se-iam empenhado nessa eleição.
A verdade é que não repugnava a Costa a eleição de Marcelo. PIOR : ele é sagaz o bastante para ter contado com ela e nada fez para evitar.
O PCP foi igual a si próprio.
O BE canta vitória, mas a vitória é individual : deve-se à beleza, ao carisma, à capacidade de comunicar de Marisa. Somente !
10 candidatos...Que esperavam ?! ...
As pessoas conheciam em especial o comentador.
E das duas uma- ou a esquerda agiu com ineptidão gritante ou não lhe era penosa a vitória de Marcelo porque absolutamente previsível.
Por isso amigos : corações ao alto, a vida continua !
Mas será que a esquerda quis vencer Marcelo ? Não quis !
Esta esquerda tem um acordo para permitir o PS governar, mas não se pôs de acordo num candidato único de esquerda. Foi por acaso ? Não foi !
MARCELO comentador sempre elogiou a sagacidade de ANTÓNIO COSTA que foi seu aluno. O aluno também admira o professor : elementar !
A tal ponto que tolerava mais Marcelo que Maria de Belém. Sempre soube , por ambos conhecer , que Belém não era páreo para Marcelo. Condescendeu em Sampaio da Nóvoa, mas não comprometeu o PS num apoio institucional à sua candidatura.
PORQUÊ ?
Lida bem com uma presidência marcelista. A não ser assim teria junto a esquerda no apoio a um candidato forte e ter-se-iam empenhado nessa eleição.
A verdade é que não repugnava a Costa a eleição de Marcelo. PIOR : ele é sagaz o bastante para ter contado com ela e nada fez para evitar.
O PCP foi igual a si próprio.
O BE canta vitória, mas a vitória é individual : deve-se à beleza, ao carisma, à capacidade de comunicar de Marisa. Somente !
10 candidatos...Que esperavam ?! ...
As pessoas conheciam em especial o comentador.
E das duas uma- ou a esquerda agiu com ineptidão gritante ou não lhe era penosa a vitória de Marcelo porque absolutamente previsível.
Por isso amigos : corações ao alto, a vida continua !
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
E AOS COSTUMES DIZ...
A contas com a necessidade de escolher um candidato a Presidente da República numa lista que se me afigura similar ,ou quase, ao número de votantes em Portugal, vou mal entre esta multiplicação ,
mas agrada-me saber que tudo quanto é Português, ou quase, quer Presidir.
MAS O QUE É OU DEVE SER PRESIDIR? ALGUÉM SABE DIZER COM PRECISÃO ?
pois...
menos ajuda,
mas temos aí um novo Natal
E não deixaríamos de vos desejar um BOM NATA E FELIZ 2016 !
E presentinhos :
*
sábado, 24 de outubro de 2015
GOVERNO...
Lamento ver o meu País tão perdido e afastado dos ideais de Abril, mas o facto de eventualmente não me agradar um resultado não me dispõe a interpretá-lo às avessas .
Senão vejamos : os portugueses foram votar .
No boletim de voto ia a PAF com a especificação de que era o PSD e o PP coligados para um mesmo governo.
Sabendo disso
os portugueses dão-lhes pelo menos 107 deputados.
Dão 17 deputados ao BE : porque sabiam que era com 17 que se formava um governo ?
Ou com os 15 do PCP ?
Ou mesmo com os 88 do PS que concorreu SOZINHO contra a PAF?
Creio que não
e para tirar a prova, derrubem o governo no parlamento ,
façam novas eleições pondo a concurso a PAF de um lado e a coligação PS/BE/PCP de outro.
Se depois dessas eleições a esquerda ganhar a PAF então estão com a razão.
As coisas podem não ser o que gostamos, mas mandam boas regras de integridade e objectividade de racicionio que têm que ser simplesmente o que são, ainda que se não goste.
Na verdade, lamento muito, mas creio que se os Portugueses fossem confrontados num acto eleitoral nesses termos claros, a esquerda perdia e talvez por maioria absoluta para a PAF, mas é uma intuição, sem préstimo.
Gostava de ver tirada a prova!
sábado, 15 de agosto de 2015
A pedagogia do valor ... um conto
Fora Magistrada e desenvolvia competências na investigação criminal de processos crimes.
Um burlão típico, continuava ela com um fascinante brilho no olhar que lhe dizem sibilino, é um ser manipulador , portador de uma inteligência ou esperteza, pelo menos, singular e impressionante.
Bem falante, mesmo se não possui uma cultura superior a sua capacidade para avaliar o adversário e perceber por onde pode sensibilizá-lo, seduzi-lo, fragilizá-lo é em norma perfeitamente notável.
O burlão é dócil, amável, ( é com mel que se apanham moscasº-º ) acredita profundamente nas suas mentiras, repete as frases de efeito dos grandes pensadores a respeito de tudo, auto didacta, proclamando o politicamente correcto para o momento, apelando aos seus sentimentos mais sagrados relativamente aos seus filhos , à sua família...
Ele vai até à missa e é um " pacato cidadão " discreto, ou então estridentemente auto proclamante de uma condição sócio económica que impressiona e que na verdade não possui.
O burlão é tão frio que sabendo até que o filho do seu adversário carece desesperadamente de um emprego para sobreviver, consegue comovê-lo a ponto de o empenhar em obter para ele esse emprego do qual na verdade não precisa, posto dispor de vários outros meios para sobreviver.
O burlão é tão manipulador que depois de conquistar a sua confiança ele vai conquistar a dos que lhe são queridos.
E o pior que pode fazer é avisá-los que já o entendeu, porque eles julgaram que está enciumado e mais se afundarão dando a conhecer ao burlão factos que usará oportunamente a favor dele e se necessário contra eles próprios.
Num dos Tribunais onde prestou funções esta amiga, apresentou-se um certo dia um homem de porte atlético , musculatura trabalhada, cabelo negro num estilo Elvis anos 30, "negligé", 1,80m de altura.
Adrentrou a porta das instalações estacionando junto a ela
" só por uns segundinhos" um descapotável negro de cortar a respiração até a quem não aprecia automóveis.
Dirigiu-se à Seção, movimentava-se com confiança, passando o olhar pelos olhos de todas as mulheres que ali prestavam trabalho.
Enfim , avançou para ele, um Colega antes de mais para lhe chamar a atenção sobre o estacionamento, depois para questionar o que queria.
Pausada e de modos eleoquentes disse :
- Caro Senhor já fui assaltado em minha casa 7 vezes. Tudo me levam. A última vez faz um ano. Como é possível ainda não haver uma decisão obrigando a Seguradora do Imóvel e recheio a indemnizar-me?
- O Senhor já foi assaltado sempre na mesma casa 7 vezes e só nesta última ainda não foi indemnizado pela Seguradora pelo furto ?
- Precisamente.
A minha amiga acabara de ser colocada naquela área territorial.
Chamada pelo colega, coube-lhe em sorte esse processo. E ali logo o colega a apresentou ao " queixoso".
O assédio intelectual , físico subliminar encostariam facilmente qualquer mulher à parede.
O homem possuía um olhar intenso que não sendo da cor da preferência dela , apresentava uns rasgos escuros longitudinais a partir da íris irrepreensivelmente negra e brilhante .
Encostou-se à cadeira e disse : - pois, caro Senhor, escutei-o com toda a atenção , como constatou acabei de receber o processo e tenho que cumprir o contraditório, ouvir a versão da outra parte.
"- Mas ouvir o quê, a janela foi arrombada , os bens levados, a PSP tomou conta do ocorrido e constatou o arrombamento da janela, só têm que indemnizar, para isso pago o Seguro ", ripostou.
Sorrindo como é sua característica quando prefere guardar as palavras, explicou - Com certeza, mas é uma formalidade legal e prometo-lhe que a verdade será totalmente apurada com a rapidez máxima possível.
O homem saiu e a minha amiga pediu para consulta os processos dos anteriores 6 furtos à habitação que
Seguradoras sempre lhe pagaram.
Comparou o modus operandim dos furtos e demais circunstâncias.
Pegou no telefone e ligou ao responsável pelo Seguro no seu processo.
Identificou-se e pediu-lhe para lhe indicar os funcionários das Seguradoras e os peritos que concretizaram quer a peritagem naquele furto, quer nos anteriores, logo designando data para os ouvir.
Pediu todos os relatórios periciais e analisou-os cautelosamente.
Deslocou-se com o perito e a Polícia à casa para ver a célebre janela da "roubalheira".
Era uma pequena janelinha de uma casa de banho, por onde
alegadamente sairam sofás , aparelhos de cinema em casa,plasmas de grande dimensão. quadros, obras de arte, etc
Conversando com algumas pessoas de habitações próximas, a minha amiga constatou que ninguém testemunhou nenhum dos furtos, mas uns velhotes que se entretinham à janela tiveram muito gosto em contar "à menina" que ora chegara a trabalho àquele Tribunal e lhes elogiou o admirável roseiral, que dias antes , o queixoso e seu filho numa carrinha de caixa aberta transportaram de casa sofás, frigorífico, máquinas, quadros , até os levando a acreditar que estariam de mudanças, mas não, pois regressaram , não presenciaram quando, mas regressaram chamando a Polícia e denunciando o assalto.
As únicas impressões digitais na janelinha, aliás protegida por uma grade de ferro que se mostrava serrada, eram as do queixoso.
Feitas diligências adicionais, a minha amiga estava segura - aquele homem dera 6 golpes em Seguradoras e ia dar o 7º.
Falou com o colega , explicou o que descobrira.
"Cuidado, alertou sabia e ponderadamente, como era de sua natureza, se não o provares ele vai denunciar-te por calúnia, serás sujeita a um processo disciplinar"
A prova era segura, mas bem, à cautela decidiu voltar a ouvi-lo , acreditando que ele confessaria o que fez.
O jogo intelectual com estas pessoas é uma espécie de xadrez de qualidade e adrenalina fascinante.
Como são bons a mentir os manipuladores.
MAS CONFESSOU
E com pormenor ! E os 7 crimes !
Ao invés de sair indemnizado pela Seguradora saíu com termo de identidade e residência como arguido por burla de seguros ( as outras já haviam prescrito).
Hoje esta Magistrada não faz mais este trabalho. É incómoda, inoportuna, teimosa, preocupando-se com minudências. Não é um perfil agradável ao sistema e não sabe fazer-se agradar.
*
Nota : esta estória é absolutamente fictícia ( até porque se fosse real para ter o mínimo de atrasos , o máximo de acusações e despachos finais, se calhar, uma verdadeira magistrada dava um único despacho e tinha uma baixa estatística, mais um número abatido nas pendências da Justiça, como convém a quem regra geral governa o sector da Justiça em Portugal ) Mas é ficção, integra-se num livro em fase de edição e qualquer coincidência real com o aqui descrito , disso não passa.
Serve para salientar esta ideia :
PENSE
NÃO JULGE PELA APARÊNCIA.
MEIAS VERDADES SÃO AS MAIS PERIGOSAS MENTIRAS.
SEJA JUSTO CONSIGO E ATÉ COM OS SEUS AMIGOS.
MESMO QUEM MAIS AMAMOS NEM SEMPRE ESTÁ CERTO.
PONDERE TODOS OS PONTOS DE VISTA, NÃO PREJUDIQUE AS SUAS ANTIPATIAS,
MAS NA BUSCA DE SER JUSTO NÃO PREJUDIQUE MAIS ainda as suas SIMPATIAS.
Encontrar a verdade em todas as coisas é o caminho para um Justiça efectiva , palpável, verdadeira !
Maria Portugal
sábado, 8 de agosto de 2015
Direitos de Personalidade ?! ...
Todo o homem nasce livre.
Então porque é que nenhum homem é livre ?
Nenhum homem é livre dos espartilhos do protocolo social, dos chuchixos das vizinhas, das opiniões sobre as suas camisas e até camisinhas.
Nenhum homem é livre dos sonhos que pai e mãe sobre ele projectaram e que ele não acompanhou.
Nenhum homem gay é livre do preconceito.
Nenhum homem herero é livre da necessidade de relação com o sexo feminino.
Nenhum homem casado é livre para amar senão a mulher.
Nenhum homem é livre de agir como lhe demanda a sua personalidade quando pai.
Os filhos cobram-lhe que seja da mãe deles, que ninguém mais veja além da mãe deles, negam-lhes o direito às mais comezinhas relações de charme socialmente naturais em meio comunitário.
Nenhum homem é livre se o seu emprego sofre ameaça.
Nenhum homem é livre dos favores que recebeu de amigos ou quem lhos faça.
Nenhum homem é livre, por mais apolítico , nem que seja das Autoridades locais de que lhe dependem fornecimentos especiais.
Nenhum homem tem uma opinião livre, porque todas as opiniões estão condicionadas pelas suas circunstâncias.
A LIBERDADE É UMA MIRAGEM, UM SOPRO DE AR PURO QUE NUM MOMENTO TEMERÁRIO DE INSURREIÇÃO USAMOS EXPERIMENTAR.
É UM PRINCÍPIO para emoldurar...
TUDO NOS SILENCIA E AMORDAÇA, TUDO CERCEIA O IDEAL DIREITO A ESTAR COMO SE É, EM FUNÇÃO DA ESSÊNCIA OU DO SER.
E PARA ESTAS DITADURAS NÃO HÁ REVOLUÇÃO QUE ALGO FAÇA!...
um texto de MARIA PORTUGAL
http://www.ohchr.org/…/U…/Documents/UDHR_Translations/por.pd
É UM PRINCÍPIO para emoldurar...
TUDO NOS SILENCIA E AMORDAÇA, TUDO CERCEIA O IDEAL DIREITO A ESTAR COMO SE É, EM FUNÇÃO DA ESSÊNCIA OU DO SER.
E PARA ESTAS DITADURAS NÃO HÁ REVOLUÇÃO QUE ALGO FAÇA!...
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