sábado, 11 de fevereiro de 2017

Vamos falar de eutanásia


Existem pelo menos quatro tipos de eutanásia, divididos em duas categorias: a voluntária e a involuntária, e a passiva e a activa.
Na eutanásia activa, também chamada de positiva ou directa, o paciente recebe uma injecção ou uma dose letal de medicamentos.
Conhecida ainda como negativa ou indireta, a eutanásia passiva foi a que matou por exemplo a italiana de 37 anos Eluana Englaro, cuja alimentação foi suspensa.
Aqui, é a omissão: o paciente deixa de receber algo de que precisa para , sobreviver.
A diferença entre eutanásia voluntária e involuntária está na participação do paciente.
Numa, ele coopera, tomando parte da decisão. Na outra, é praticada sem o seu aval ou mesmo sem o seu conhecimento
. Uma outra classificação, que cruza fins e voluntariedade, divide a eutanásia em libertadora (aquela que abrevia a dor de um doente incurável),
Piedosa (aplicada a pacientes terminais e em estado inconsciente)
e eugénica (do tipo que os nazistas praticavam para eliminar indivíduos apsíquicos e associais).
A eutanásia é permitida pelo menos na Holanda desde Abril de 2002, na Bélgica, desde Setembro de 2002, na Suécia, debatendo-se a sua legalização em vários outros países, em particular Europeus.
Eu sou frontalmente contra a eutanásia. Não por motivos religiosos, morais ou éticos cuja valia compreendo, mas por motivos de cidadania.
Há uma profunda hipocrisia dos Estados em não admitir que é muito mais simples não despender verbas com cuidados paliativos de saúde do que induzir a morte. Lucram as funerárias, dinamiza-se a economia, apoiando quem negoceia com a morte (e como estão pela hora da morte, nos nossos dias, os funerais). É cruel, mas é verdade, pensando fria e objectivamente sobre o assunto.
Legalizar a eutanásia a pedido do paciente remete para outra questão : que pacientes pedem a morte ? E porquê pede um paciente a morte ?
Porque tem uma doença incurável e irreversível ? Quantas já o foram e hoje não são ? Quantas pessoas depois de anos de coma saiem dele?
E o que dizer do estado psíquico de alguém que pede a morte ao invés da vida?
Pessoas deprimidas tantas vezes pedem a morte. Tomam iniciativas para pôr termo às suas vidas. Às vezes bem sucedidas.
Se o critério for a autodeterminação do doente, qual é o limite? Quem decide ?
Em última instância matar alguém em estado terminal pode ser na realidade matar alguém que ainda pudesse viver. Seja porque a investigação e a ciência estão em permanente evolução, seja porque os motivos da morte e da vida, por mais que custe a aceitar, escapam à racionalidade e à vontade humana.
Quantas vezes tudo se faz para salvar uma jovem vida, por exemplo, mas a morte impõe-se apesar de se nos afigurar absurda para as suas circunstâncias.
Assim como eu abomino a pena de morte porque prefiro a ideia de libertar por erro um culpado do que matar por erro um inocente, abomino a ideia da eutanásia.
A vida é um direito fundamental . Deve ser defendido por aqueles que investimos para defenderem os nossos direitos. O contrário é uma aberração.
Maria

sábado, 28 de janeiro de 2017

Trumpalhadas

Isto está bonito... É que não basta ignorar os problemas climáticos e ambientais, ainda implementa a lei da rolha sem disfarce.

http://www.msn.com/pt-pt/noticias/mundo/trump-pro%C3%ADbe-funcion%C3%A1rios-da-ag%C3%AAncia-de-prote%C3%A7%C3%A3o-ambiental-de-dar-informa%C3%A7%C3%B5es/ar-AAmbNdn

Aos que dizem que Trump está a isolar a América eu diria que pouco me incomodava. Só terão o que escolheram.
O Mundo é que não escolheu Trump e terá que viver com ele e com as consequências tresloucadas dos seus atos.
É um caso muito sério.
Mas ainda bem que ainda há quem consiga rir ...

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Um resto de nada


Já ressuscitei de tantas mortes.
Já sobrevivi a tanta dor.
Estou certa, somente por amor.
Resta tão pouco de mim
Que hoje quando falam para mim
Eu sempre questiono se é para mim que estão a falar.
Em quase nada reconheço hoje a minha alma
esmagada pelo tempo da demora e pela dor.
Quando me tiraram tudo, senti-me cheia,
Porque tu estavas em mim.
E as tuas palavras sempre me acarinhavam.
E florescia-me no peito um jardim
Cuidado por ti.
Até que te perdeste por outras paragens
E deixaste de olhar para mim
E o teu silêncio esmagador
Silenciou a minha voz
E de todas as mortes a que sobrevivi
Não sobreviverei a esta ausência de ti!


Maria

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Dez anos após a morte de Mário Cesariny



Um Grande Utensílio de Amor

um grande utensílio de amor 
meia laranja de alegria 
dez toneladas de suor 
um minuto de geometria 

quatro rimas sem coração 
dois desastres sem novidade 
um preto que vai para o sertão 
um branco que vem à cidade 

uma meia-tinta no sol 
cinco dias de angústia no foro 
o cigarro a descer o paiol 
a trepanação do touro 
mil bocas a ver e a contar 
uma altura de fazer turismo 
um arranha-céus a ripar 
meia-quarta de cristianismo 

uma prancha sem porta sem escada 
um grifo nas linhas da mão 
uma Ibéria muito desgraçada 
um Rossio de solidão 

Mário Cesariny, in 'Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano' 

http://www.jn.pt/cultura/interior/homenagem-a-cesariny-reuniu-familia-amigos-camara-governo-e-presidente-5541570.html

sábado, 22 de outubro de 2016

É possível questionar o poder judicial, ou este é por natureza inquestionável ?




CURIOSiDADES: Os juízes devem ser eleitos ou nomeados ? 

 *
 Esta é uma questão recorrente na ideologia do direito.
 Se o poder judicial dependesse do voto popular, certamente se corria o risco de não conseguir os melhores magistrados mas aqueles que mais capacidades tivessem para convencer o eleitorado de que poderiam bem desempenhar tais funções. 
 Seria de algum modo como na política : nem sempre são escolhidos os mais capazes mas os que melhor capacidade têm de fazer o eleitorado acreditar nisso.
 Em contrapartida quando um político não atua conforme o bem comum é penalizado no voto.
 As suas decisões são escrutinadas e controladas pelo Povo.
 Já no caso da Justiça são os seus próprios pares que sindicam, inspecionam e discplinam as funções jurisdicionais.
 Respeitada formalmenta a lei, mesmo que esse respeito redunde numa decisão que a comunidade refute desproporcional ou mesmo material ou substancialmente injusta, não há poder externo à Justiça que se lhe possa impor.
 O Direito impõe-se por essência coercivamente e de forma absoluta relativamente a outros poderes do Estado dos quais a Justiça é independente e autónoma.
 E esta independência foi uma conquista da democracia.

 Sendo assim até que ponto é legítimo e permitido a um cidadão indagar, questionar ou formar e expressar opinião sobre o desempenho deste poder de soberania sem incorrer em ilegalidade ? 

É uma questão sobre a qual vale a pena ponderar

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

"Burguesinha"

Certa vez um amigo em diálogo sobre solidariedade e justiça social disse-me algo que nunca mais pude esquecer.
- Que podes tu entender das dificuldades do teu semelhante pequena burguesinha ? Já chegaste a meio do mês com meros 20€ no bolso e uma família para sustentar? Já precisaste de um dentista e não pudeste sequer agendar consulta por não teres dinheiro ? Já esperaste meses, anos, por uma consulta no sistema de saúde para tratar um problema grave e viste um familiar irremediavelmente perdido por não conseguir oportuna intervenção ? Já evitaste ir a um hospital, precisando, por não poderes pagar taxa moderadora e apesar da tua vida te negarem a isenção ? Já te cortaram luz, água, gaz porque não pudeste pagar os consumos? Já permaneceste sem comunicações de alguma espécie porque nem um telefone podias carregar? Já , de tanta privação, tiveste de pedir comida? Já quiseste dar algo essencial a um filho e não pudeste? Já tiveste o lugar aonde vives ameaçado e temeste ir viver na rua ? Já precisaste de uns meros euros para te deslocar e pedir ajuda e tiveste de andar quilómetros a pé para chegar lá ?
Sabes porque as mulheres pobres engordam e envelhecem precocemente ?
Elas não podem escolher o que comem, não podem pagar ginásios nem tratamentos ou cuidados de saúde estética, não podem cuidar os dentes, os cabelos, a pele.
- Diz-me pois tu que nunca viveste estas coisas o que verdadeiramente te liga a estas pessoas?
Sempre me ligou o coração às dificuldades humanas.
Mas com o tempo fui compreendendo que não chegava preparar-se , estudar, trabalhar, lutar por uma vida minimamente confortável e digna para nos salvar de cair numa situação humanamente degradante.
Pessoas bem posicionadas na vida por circunstâncias várias na vida e sem que nada o faça prever podem perder tudo.
Incêndios, calamidades que ceifam vidas, difíceis de reerguer quando já não se arranja um trabalho. Situações em que pessoas são privadas de aceder ao trabalho também as há. Polícias suspensos sem vencimento. Pessoas a sobreviver sem qualquer vencimento que não queriam nem um subsidiuzinho nem a nossa caridade, queriam apenas sustentar-se dignamente fazendo aquilo para que estão habilitadas a fazer , mediante um trabalho digno.
É preciso apontar sem erro que leis existem, conjugadas com a estrutura do sistema político, económico, social e cultural que promovem a pobreza neste País ainda que involuntariamente. É preciso reinventar uma consciência social nova e novos valores. É preciso combater a indiferença ao sofrimento alheio. É preciso que a vida deixe de ser uma exposição ou feira de vaidades a banhos, de lautos repastos, de luxos, distante da realidade de tantos que por vezes nem para estatísticas contam.
Pense nisto : se estiver ao seu alcance sorrir, estender a mão, abraçar alguém em dor, oferecer um emprego, partilhar algo que talvez lhe seja até supérfluo, não seja indiferente.
A vida é ,mesmo para os maiores, uma grande incógnita e está em permanente mutação.

domingo, 27 de março de 2016

BOA PÁSCOA





Mesmo para os não crentes é inegável a grandeza e o interesse como leitura dos livros da Bíblia, plenos de estórias, parábolas, metafóras de grande sabedoria .
Gosto de abri-los como quem lança a sorte , inopinadamente e ler um pouco por páginas assim tiradas à toa.
NESTA MANHÃ DE PÁSCOA abri-a assim e "caí" no Livro de JOB.
Para quem não saiba JOB era um homem riquissimo, titular de um cargo público, abençoado com uma grande família, amigos, muita prosperidade, um bom casamento e era um homem bom e justo. Conta a estória que Santanás desafiou Deus a colocar JOB à prova dizendo-lhe : deixa que lhe tire tudo e verás como ele deixará de reger-se pelos teus mandamentos, perderá a bondade e a justiça. E Deus aceitou o desafio.
Então JOB perdeu tudo: morrerram os filhos, perdeu propriedades e riqueza, perdeu prosperidade e, claro, os amigos, foi atingido com lepra e até a mulher lhe disse : amaldiçoa o teu Deus e morre.
Abri no Capítulo 19 que tem sob título "JOB queixa-se da dureza dos seus amigos", versículos 6 a 20..
"Eis que clamo, mas não sou ouvido; grito : socorro, mas não há justiça.
O meu caminho foi entrincheirado e não posso passar.Nas minhas veredas há trevas.
Da minha honra fui despojado, quebrado de todos os lados, arrancada como uma árvore a minha esperança.
Inflama contra mim a ira dos meus inimigos.
Longe de mim os meus irmãos estranham-me.
Deixaram-me os meus parentes e os conhecidos esqueceram-se de mim
Até os meus domésticos, o meu criado me não respondem.
Fiz-me estranho até à minha mulher e filhos (...)
JOB19,25: MAS
"...EU SEI QUE O MEU REDENTOR VIVE E QUE POR FIM, SE LEVANTARÁ SOBRE A TERRA".
*
*
*
Para quem crê celebra-se a ressureição de um Deus que vive.
Para quem não crê celebra-se a festa de um mundo que mais que nunca precisaria de um Deus vivo, na mesma medida que de esperança, sabedoria e bondade!

BOM DOMINGO DE PÁSCOA PARA TODOS VÓS !

sexta-feira, 25 de março de 2016

No fio da navalha






(...)
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.



Excerto de "Haver" de Vinicius de Moraes15/04/1962

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Abaixo a lei da rolha !

INTERNET E RELAÇÕES LABORAIS
Maria S. Portugal


Não são raras as pessoas que são ou se viram já incomodadas pelas suas entidades patronais pelo uso pessoal da internet, em particular, das redes sociais.
Não falo de práticas criminosas ou sequer do uso da internet no período de prestação funcional.
Se o trabalhador usa a internet ludicamente no seu posto de trabalho pode prejudicar a prestação funcional. Pode, sublinho, porque a meu ver , deve esse prejuízo ser demonstrado em concreto.
Porquê ?
Imagine uma cabeleireira, um taxista, enfim, tantas outras profissões que estejam largas horas sem clientes. Que mal virá se receber ou enviar uma mensagem, visionar algo, ouvir uma música ao invés de aguardar silenciosamente a chegada de cliente ?...
Mais evidente se mostra cair fora da alçada da entidade patronal o que o trabalhador faz na sua vida privada, fora do ambiente laboral, no recato íntimo da sua casa entre familiares e amigos.
Nos nossos dias qualquer pessoa acede ludicamente à internet.
Isso pode fazer parecer caricato que pessoas existam , punidas disciplinarmente com gravidade, por vezes remetidas ao desemprego e à miséria, por causa disso.
Pessoas que foram punidas e que apesar da evolução da realidade sócio cultural nem por isso viram revistas essas punições.
Algumas profissões prevêm estatutariamente em fórmulas vagas a prencher caso a caso que constitui violação de um dever funcional fatos da vida privada que se repercuta na função.
A formulação legal é vaga, cada entidade patronal prenche de acordo com um juízo de conveniência e só a ilegalidade é sindicável pelos Tribunais nesta matéria, não a injustiça.
Uma pena pode ser conforme a uma norma e ser injusta para o caso concreto.
Tentemos pois concretizar esta fórmula, personalizando-a, moldando-a à natureza humana para que não seja desvirtuada e injusta na sua aplicação.
Pensemos na política : todos recordam a deputada italiana que exibia deliberadamente a sua nudez em defesa de valores de libertação da essência sexual da pessoa humana.
NÃO VIU ABALADA A SUA COMPETÊNCIA PARA A POLÍTICA POR ISSO!
Recentemente, na política portuguesa, uma senhora fez também aparições ousadas em revistas. Muitos a aplaudiram em nome do mesmo valor. Quem discordou , como foi o meu caso, de modo algum o fez por razões morais. Simplesmente , em concreto, “não havia necessidade”, nada acrescentava , foi desadequado ao fim.
Mas só isso. Porque quando uma ação NÃO PREJUDICA NINGUÉM, quem JÁ VIVEU TEMPOS DE REPRESSÃO facilmente entende que A LIBERDADE É SEMPRE PREFERÍVEL, até porque é um valor e necessidade universais e desta ou doutra forma, não há ninguém que dela não precise em diferenciadas vertentes da vida , particularmente cívica!
Estes são casos extremos. Hipocritamente diz-se que a comunidade os condena. No entanto vimos o país mais mobilizado para defender uma professora que se despiu para a Playboy do que se mobiliza para votar!...
Mas este texto não sai em defesa destas situações, embora não as julgue.
Visa os casos que mais chocam , quando o trabalhador tem um perfil pessoal no facebook, no google, ou noutras redes sociais, um blogue, perfeitamente comum, conforme aos costumes comuns atuais e é punido pela entidade patronal por causa disso.
O que é um perfil comum e atual conforme aos costumes ?
É o meu, o seu caro leitor, estimado amigo ! Um perfil aonde partilhamos gostos culturais, curiosidades, com a famíiia e os amigos.
Onde partilhamos pintura, escultura, fotografia, música ,poesia, nos tempos de lazer.
Antes de termos net, tínhamos albuns fotográficos. Se recebíamos amigos partilhavamos o crescimento dos filhos e netos, as nossas viagens, férias, etc, etc. A diferença é que hoje a partilha é feita em outro meio.
Há entidades patronais que se opõem a esta partilha de retratos e invocam prejuízo para a função.
É o que chamo de política da burka virtual !
O trabalhador mostra o rosto na rua, no emprego, aonde quer que vá, mas se o rosto aparece retratado deve envergonhar-se dele ?
É absurdo, absolutamente desadequado aos nossos dias. Tão fundamentalista quanto a exigência da burka às mulheres, porque as motivações assemelham-se em tudo.
TODOS TEMOS DIREITO A EXPRESSAR-SE LIVREMENTE, À CULTURA, À ARTE aonde se integram a POESIA, a FOTOGRAFIA, a MÚSICA, etc, etc.
Estas prática repressivas são com todo o respeito fascizantes, retrógadas desconformes com o mundo atual, bafientas.
As pessoas de bem quando se enganam ou erram corrigem-no, mais não direi.
SEI que pessoas há punidas gravemente por partilharem ideias culturais, poesia, fotografia em espaços e tempos privados e não tenho dúvida que isso contraria o espírito de um Estado de Direito, do qual se espera ser PESSOA DE BEM e de progresso.
http://amusicaportuguesa.blogs.sapo.pt/1066450.html

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Amour c'est pour rien

 
(clique no link para ouvir a música)
 
 

Sem surpresas - temos Presidente !

Lamento o desanimo de alguns amigos : a esquerda não logrou vencer a direita. MARCELO foi eleito.
Mas será que a esquerda quis vencer Marcelo ? Não quis !
Esta esquerda tem um acordo para permitir o PS governar, mas não se pôs de acordo num candidato único de esquerda. Foi por acaso ? Não foi !
MARCELO comentador sempre elogiou a sagacidade de ANTÓNIO COSTA que foi seu aluno. O aluno também admira o professor : elementar !
A tal ponto que tolerava mais Marcelo que Maria de Belém. Sempre soube , por ambos conhecer , que Belém não era páreo para Marcelo. Condescendeu em Sampaio da Nóvoa, mas não comprometeu o PS num apoio institucional à sua candidatura.
PORQUÊ ?
Lida bem com uma presidência marcelista. A não ser assim teria junto a esquerda no apoio a um candidato forte e ter-se-iam empenhado nessa eleição.
A verdade é que não repugnava a Costa a eleição de Marcelo. PIOR : ele é sagaz o bastante para ter contado com ela e nada fez para evitar.
O PCP foi igual a si próprio.
O BE canta vitória, mas a vitória é individual : deve-se à beleza, ao carisma, à capacidade de comunicar de Marisa. Somente !
10 candidatos...Que esperavam ?! ...
As pessoas conheciam em especial o comentador.
E das duas uma- ou a esquerda agiu com ineptidão gritante ou não lhe era penosa a vitória de Marcelo porque absolutamente previsível.
Por isso amigos : corações ao alto, a vida continua !
Maria

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

E AOS COSTUMES DIZ...

A contas com a necessidade de escolher um candidato a Presidente da República numa lista que se me afigura similar ,ou quase, ao número de votantes em Portugal, vou mal entre esta multiplicação ,
mas agrada-me saber que tudo quanto é Português, ou quase, quer Presidir.

MAS O QUE É OU DEVE SER PRESIDIR? ALGUÉM SABE DIZER COM PRECISÃO ?

pois...
menos ajuda, 
mas temos aí um novo Natal

E não deixaríamos de vos desejar um BOM NATA E FELIZ 2016 !
E presentinhos :


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