Mãe, tantas luzes, tanta cor...
Já é quase Natal de novo em Portugal !
A Susana partiu no ano passado,
diz que lá por França se conquista esperança,
que se sofre frio, o tempo é vazio, mas a casa é coberta e a comida certa
O João na Alemanha diz que muito estranha.
Que o pai camionista já tem certa a pista .
E torna para ele um dia à semana, que passa na cama...
E a Elisa...
Nada adiantou tudo o que empenhou por um patamar de excelência.
A sua família substituiu a vida, por simples sobrevivência
Assim,
garante à filha estudos em medicina, a que só acede em Valência...
Mãe é quase natal...
Vês quanta luz, quanta festa vão trazer a Portugal
Nesses dias coloridos aqueles dos meus pequenos amigos que se podem deslocar ...
Pelos rios de betão traçados à mão, a tal mão que saiu em busca de pão...
Mãe, a nossa terra é de novo um País de Emigração ?
2 comentários:
A nossa terra pode viver pelo mundo inteiro, pena que tenhamos de fugir daqui! E se de repente se fecharem as portas não teremos de viver encurralados: ainda há espaço para a revolta.
Um abraço armado
Olá, Majestade.
Cada vez se verificam mais pessoas a sair do País para viver e se sente instalado o sentimento, em particular nos mais jovens, de que este não é um país aonde se possa bem sobreviver.
É triste, eu acho.
Mas mesmo assim não gosto de armas.
Por isso diga-me: como desarmo o seu abraço ?
Peço desculpa, desarmar um rei é fazer um golpe de estado. Melhor não.
:-)
Estou a brincar, claro.
Beijinhos.
Com cócegas?!...
Sim...
ou
Não ?!
:-)
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