Sai de encontro a um raiozinho de sol que me namora a pele.
A chamado dos arautos dos sentidos que habitam o Mar
Da minha terra.
O vento versejava-me dolente as pontas dos cabelos
E valsava com eles no meu rosto.
Aninhado ao meu pescoço, bordava novelos.
Em vão me esforçava por não conceder valsar com ele.
Segui o raiozinho de sol que a chamado dos arautos dos sentidos me conduz ao Mar.
Mar profundo do meu mundo, aonde raízes de limbo movediço
Se transportam nos veleiros ancorados no tempo, em que fora do tempo
Se afundaram vivos no centro da Terra, aonde não lograriam nunca navegar.
Tal como eles, quando os meus poros beberem do mel das águas
A minha alma deambulará valsando nas águas deste Mar
E quando te passeares nas margens destas águas
Escorregando do basalto duro da Terra que te prende
Pelas areias molhadas do meu etéreo mundo
Serão ainda os meus lábios que envoltos nos salpicos
Das águas te beijarão os pés…
Maria

10 comentários:
Maria, palavras, versos, ou sentimentos... é bonito ouvir-te cantar assim.
Um beijo do oceano
Maria,
a que mundo vas buscar essas palavras que navegam das profundezas de um mar aonde veleiros naufragados nunca navegaram?...
Nesse mundo do ser, ou muito me engano ou a tua alma sempre aguardará pelos passos dos tais pés que beijarias.
Dá Deus pernas a quem pés não tem ...
Beijos
e parabéns pelo texto. É magnífico.
E.
Olá Majestade, quem me dera a mim um pouco da sua arte na escrita.
Bjinhosss
Eduardo, não te compreendo, poucas coisas têm a inconstância da água...
O2H !!!
Substância não muda ...
Será H2O ?...
Tudo bem, anónimo amigo, também eu ando com os hhs trocados aos oos e não s´´ooosss
:-)
bjinhosss
http://www.youtube.com/watch?v=Tw-nsH0obK0
ahhhhhhhhhh, xoxos
Maria, visita-me no UmaLulik. Não é um blogue de guerra como « a sinistra ministra » que um dia conheci muito bem.
bjo,
M.
Obrigada pela visita!
bjinho,
M.
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