Minha laranja amarga e doceMeu poema feito de gomos de saudade
Minha pena pesada e leve
Secreta e pura
Minha passagem para o breve
Breve instante da loucura
Minha ousadia, meu galope, minha rédia,
Meu potro doido, minha chama,
Minha réstia de luz intensa, de voz aberta
Minha denúncia do que pensa
Do que sente a gente certa
Em ti respiro, em ti eu provo
Por ti consigo esta força que de novo
Em ti persigo, em ti percorro
Cavalo à solta pela margem do teu corpo
Minha alegria, minha amargura,
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha laranja amarga e doce
Minha espada, meu poema feito de dois gumes
Tudo ou nada
Por ti renego, por ti aceito
Este corcel que não sussego
À desfilada no meu peito
Por isso digo canção castigo
Amêndoa, travo, corpo, alma
Amante, amigo
Por isso canto, por isso digo
Alpendre, casa, cama, arca do meu trigo
Minha alegria, minha amargura
Minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia, minha aventura
Minha coragem de correr contra a ternura
José Carlos Ary dos Santos, Fernando Tordo
5 comentários:
Maria que bom, voltaste, voltaste a abrir os blogues como te pedi.
Estava esperançoso que o fizesses pelo menos pelo Natal. Foi em Novembro - doce Novembro...
Que importa é que reabriste e é bom demais ver-te!!!
Tão bonito este poema, tão bonita a interpretação do Fernando Tordo.
Que bom ver este blogue de volta. Um beijinho, com muitas saudades
Bem-vinda
nos cavalos à solta
a rasgar caminhos
Bjs tantos
Ola Maria :) Pelo que já reparei o blogue esteve encerrado... (?) Na verdade, tenho tido pouco tempo para cá vir :s Mas se está novamente aberto, é sem duvida uma grande alegria para todos nós!! aproveito para relembrar o meu blogue... tem fotografias novas, quando tiveres tempo passa lá, beijinhos
Uma boa música, um bom poema e uma boa interpretação.
Abraço do Zé
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