sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ao Acaso das Correntes

Frémito do meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doido anseio dos meus braços a abraçar-te,
*
Olhos buscando os teus por toda a parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e farte!
*
E vejo-te tão longe ! Sinto a tua alma
Junto da minha numa lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que me não amas ...
*
E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas ...

FLORBELA ESPANCA

4 comentários:

Mar Arável disse...

O amor é excessivo

e perene

MARIA disse...

É, porém quem pode viver sem amor ?

Um beijinho, Mar!

Pata Negra disse...

Vim aqui respirar um pouco. O tema amor mora aqui e o amor pode ser uma espécie de máscara - daquelas do oxigénio.
Um beijo em tempo de inverno

MARIA disse...

Olá Majestade, esteja à sua vontade. Nem precisa de máscara.

Um beijinho muito amigo.

Maria