
Alberto João Jardim, referindo-se à tragédia que se assolou sobre a Madeira disse que a prioridade é "tratar dos vivos" e "alojar quem perdeu a casa" .
Mais de 30 pessoas foram já confirmadas como falecidas em consequência do temporal que se abateu sobre a ilha da Madeira, encontram-se desaparecidas, provavelmente entre os escombros da tragédia, cerca de quase uma centena de pessoas.
As comunicações estão em muitas zonas totalmente inviabilizadas.
Há pessoas isoladas que se mantêm em suas casas sem poder adquirir mesmo géneros de primeira necessidade.
A electricidade ficou desactivada largas horas e ainda não foi totalmente reposta.
As pessoas não têm memória de tão dolorosa agressão por parte da "mãe natureza".
Além dos mortos, dos feridos, os estragos materiais são avultadíssimos : casas, viaturas e outros bens foram pura e simplesmente "desfeitos" pela fúria incontida das águas.
É momento de limpar as estradas, proceder à recuperação das pontes tendo sido pedido às Forças Armadas pontes concebidas pela engenharia militar transitórias de substituição daquelas outras que foram destruídas pela força da água.
É preciso reestabelecer a energia eléctrica as comunicações e assegurar a distribuição de refeições e cuidados de saúde.
Impõe-se solidariedade. Quem possa ser útil não fique indiferente.
A GNR tem 56 homens e dois cães, do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro, preparados para embarcar ao início da manhã de domingo para a Madeira. A Câmara de Lisboa vai enviar 36 homens do Regimento de Sapadores Bombeiros e as Forças Armadas vão mobilizar 5 equipas.
Não obstante, todas as medidas já adoptadas, continua a chover, pelo que temo a dificuldade de fazer aterrar no aeroporto da Madeira a ajuda necessária e imprescindível , face a tão inóspitas condições atmosféricas.
Pudera eu embalar num canto dolente de dor e ternura hoje a vossa dor.
Pudera MARIA acalmar as águas e trazer-vos Paz...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
MADEIRA : luto e consternação
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4 comentários:
Conheço muito bem aquela ilha belíssima e ainda não consegui interiorizar o que por lá se passou.
Mas tenho a certeza que aquela gente simples e trabalhadora vai conseguir dar a volta por cima. Mais uma vez.
Mais uma tragédia
neste país betonado
Bjs
Bem sei André, mas é impressionante ver o estado em que as coisas estão e avaliar as mortes, as perdas... um horror...
Um beijinho meu amigo.
Mar, sem dúvida, é isso mesmo.
Um beijinho.
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