Morri ontem, morro hoje, a toda a hora.
A cada lágrima de uma criança que chora,
A cada parto que não sucedeu.
Sempre que o teu olhar se afasta do meu,
Naufrago numa dor de desalento
E espalho a alma em trapos ao vento.
Mas se a carniseira morte me devora
Renasço no teu corpo, para a mandar embora.
Renasço aos beijos teus, chorando o meu adeus,
Fixos os meus olhos, nos teus, a toda a hora.
E que me importa que venham carpideiras
Alagadas de conceitos e olhares de esgueira
Censurar cheias de inveja o meu renascimento?
Nada me importa o pensar do momento
Que o meu momento se faz eternidade
Quando no sonho me envolves em verdade.
Quando me mostras que viver é amor
E dor…
Dor que mata, dor que mói, mas que também reconstrói…
E se em permanente guerra tiver que estar
Só por te amar,
Não negarei a força do inimigo.
Não conto com um gesto realmente amigo…
Fragilmente me deixarei morrer
Para todos os dias renascer
Para ti, nova mulher reinventada
Matar-me uma vez mais, não será nada…
Por ti, voltarei mil vezes a viver !
Não sou especial, nem diferente,
Choro e sofro como toda a gente.
Mas sou apenas eu, nua dos preconceitos
Que amargam a alma de ódio, e desamor
Aos meus inimigos.
Adopto o sorriso por arma,
O beijo por flor.
E sempre que pareça que, já morta, irei…
Acredita que para te amar, sempre regressarei.
Inflamarei teu sangue na paixão reinventada
E mesmo quando julgarem que dei tudo.
E mesmo quando cuidarem que mostrei tudo.
É nesse mesmo momento que lhes direi :
Ainda não vos mostrei nada!
Maria
A cada lágrima de uma criança que chora,
A cada parto que não sucedeu.
Sempre que o teu olhar se afasta do meu,
Naufrago numa dor de desalento
E espalho a alma em trapos ao vento.
Mas se a carniseira morte me devora
Renasço no teu corpo, para a mandar embora.
Renasço aos beijos teus, chorando o meu adeus,
Fixos os meus olhos, nos teus, a toda a hora.
E que me importa que venham carpideiras
Alagadas de conceitos e olhares de esgueira
Censurar cheias de inveja o meu renascimento?
Nada me importa o pensar do momento
Que o meu momento se faz eternidade
Quando no sonho me envolves em verdade.
Quando me mostras que viver é amor
E dor…
Dor que mata, dor que mói, mas que também reconstrói…
E se em permanente guerra tiver que estar
Só por te amar,
Não negarei a força do inimigo.
Não conto com um gesto realmente amigo…
Fragilmente me deixarei morrer
Para todos os dias renascer
Para ti, nova mulher reinventada
Matar-me uma vez mais, não será nada…
Por ti, voltarei mil vezes a viver !
Não sou especial, nem diferente,
Choro e sofro como toda a gente.
Mas sou apenas eu, nua dos preconceitos
Que amargam a alma de ódio, e desamor
Aos meus inimigos.
Adopto o sorriso por arma,
O beijo por flor.
E sempre que pareça que, já morta, irei…
Acredita que para te amar, sempre regressarei.
Inflamarei teu sangue na paixão reinventada
E mesmo quando julgarem que dei tudo.
E mesmo quando cuidarem que mostrei tudo.
É nesse mesmo momento que lhes direi :
Ainda não vos mostrei nada!
Maria

10 comentários:
Olá Maria
Que bela escolha para este post.
É clarissimo seu gosto pela poesia.
Adorei este maravilhoso poema.
Beijos
Alvaro
Obrigado Álvaro, vindo de si que é realmente um Poeta é um elogio muito simpático.Um beijinho amigo.
Escreveste um soberbo poema, querida amiga. Estou estupefacto... acho que é o teu melhor de sempre, mas não li tudo o que escreveste...
Gostei muito, mesmo muito.
Um beijo.
Uma Maria sempre surpreendente e inspirada.
Cumps
Nilson, muito obrigado.
Deixas-me sem jeito...
Logo tu que és tão extraodinário na arte de lidar as palavras.
Obrigado, um beijinho.
Obrigada Guardião, um doce beijo amigo.
Maria, como sempre, vir aqui, é como sair do escritório para vir ao jardim.
Beijos que não vemos
Enquanto a alma se renova mais nos apetece viver.
Abraço do Zé
Obrigado Majestade, um beijinho amigo.
Olá Zé Povinho, muito obrigado e um beijinho.
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