Segundo informa a imprensa digital do dia de hoje, estima-se que todos os anos entre 70 a 75 mil portugueses procurem outros países para trabalhar.
Na década de 60 emigravam perto de 80 mil.
Pela minha parte, o número não surpreende, considerando os casos de pessoas mais ou menos próximas que tenho visto, têm vindo a deixar o País para trabalhar.
São na maioria jovens, são na maioria homens.
Contudo, o perfil do emigrante português não é certo. De certo apenas os números apontados, não se sabendo exactamente a formação que tem.
Há não muito tempo, Rui Pena Pires, coordenador do Observatório da Emigração, foi ao Parlamento dizer que um dos "equívocos que se criou" é o de que as pessoas que hoje mais emigram sejam qualificadas.
Na verdade, de acordo com o Banco Mundial, 20% dos licenciados portugueses estariam fora do País.
Porém estes dados deixam de fora pessoas que não "aparecem a contagens" em regra, e que emigraram, sem habilitações literárias superiores, porque tinha dificuldade em pagar as contas da família.
Por outro lado, refere Maria Neiva, que escreve no blogue Mind this Gap (Graduados Abandonam Portugal), há várias razões: " necessidade aliada à vontade de alargar horizontes, pela aventura, outros porque se chateiam com o país" que levam os nossos licenciados a sair do País.
Para não variar do que é afinal a estatística conhecida em Portugal, nem os dados são absolutamente seguros e nem uniformes.
Sobre os mesmos dados, o número de pessoas que todos os anos emigram para fora do País são discrepantes entre entidades como o INE e os dados recolhidos, por exemplo, pelo Observatório da Emigração.
Em média, contudo, estimava Rui Pena Pires que 70 a 75 mil portugueses emigram todos os anos.
Que próximos já estamos dos dados de emigração dos anos 60, em que se estimava que saíssem de Portugal todos os anos 80.000 portugueses em busca de melhor pão.
Mas o Natal está por aí de novo às portas, lá regressa o milagre iluminado da multiplicação dos pães de leite...
:)
3 comentários:
Oi, Maria, tudo bem com você?
Já ouvira falar sobre essa tendência em Portugal, mas pensei que fosse boato. Não há nada melhor que conhecer a verdade vinda de alguém que está aí para conferir.
Um beijo deste brasileiro morando na Argentina.
Olá Humberto, seja bem vindo, é um prazer vê-lo neste meu espaço, muito obrigado.
Como é lindo vários pensamentos, que nos faz livre, e nos deixa completo de tudo que podemos ver e sentir, neste caminho, que não e nosso é apenas emprestado, para uma vida curta, na busca constante da eternidade.
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