sábado, 22 de março de 2014

CUSTOS DE MANUTENÇÃO DE BOA FORMA






Claramente mais fundo o fosso entre os Portugueses que dispõem de dinheiro para gastar em comida e preferem fazê-lo , mesmo a mais custo, em lugares ...que são igualmente de convívio comunitário e Os demais que comem o que podem, em casa.

SOBRE O BANCO ALIMENTAR
faço gosto em partilhar convosco a experiência de uma família amiga próxima minha conhecida.

Agradecem a Deus a existência do Banco. Na verdade , de condição "médio/alta burguesa" por malhas que a vida tece , perderam o emprego, ambos. Têm filhos.
É do Banco que sobrevivem enquanto , desesperadamente lutam por trabalho remunerado que lhes dignifique a existência.
Mas não há como.
Propostas escasseiam para realização de esporádicas tarefas que mais ninguém quer, para conseguir escassos euros, durante 18 ou mais horas de esforço.
Mas se lhes pagarem 2 € a mãe vai ao talho e pede ao senhor que lhe venda 1€ de bifanas e as crianças podem comer duas pequenas porções de proteínas e pão com o restante. Só por isso valerão as 18 horas...

É que do Banco vai mensalmente muito grão, feijão, massas e arroz.
Por vezes um litro de leite para o mês, por vezes yogurtes que esgotaram a data de validade mas ainda se comem sem saber mal, muito pelo contrário.

Complicado é preparar uma sopa com tais ingredientes ou mesmo outra refeição que não arroz com feijão ou grão.

Mas mais complicado ainda é o facto de essa ajuda alimentar não pagar contas : nem água, nem luz, nem gaz. Então por vezes até cozinhar o feijão é inviável.

Há fome escondida e calada neste País onde tantos arrotam a imagem de portait de um País alegremente conviva das gorduras da Europa e Instituições que mais e mais nos sugam a capacidade de viver.

Há adultos e crianças que se deslocam a pé muitos kilometros , sem alimento, para chegar a uma escola ou cumprir uma obrigação.

O Estado impõe e conta com a possibilidade coerciva de impor. O cidadão só deve e tantos há a pagar com a vida.

Certo dia perguntei à senhora desta família na tentativa de ser-lhe amável, o segredo da sua elegância, tanto fora o dinheiro já despendido para conseguir aquela invejável forma . Ela respondeu. É simples, não gaste mais dinheiro, basta não comer.
Eu passo dias de fome agressiva, quando das ajudas obtidas não sobra mesmo os cêntimos necessários para o pão. E é só isso.

Senhores Ministros, Senhora Ministra das Finanças quando se sentarem lautamente à mesa e sorrirem aos lacaios estrangeiros com a missão de ofertar um País de sorrisos e harmoniosa beleza, procurem recordar esta mesa. E se puderem para uma imagem de melhor elegância, fica a receita para abater as gordurinhas ( por ser para vós não vou usar sinónimo) que se adivinham sob as roupas especiais de vossa condição : basta passar fome.

Supõem que não ? Pois acreditem , há quem não possa sequer em alguns dias comprar pão!

DIAS FELIZES. CRESÇA PORTUGAL POR MAIS PARA TODOS !
 
 
 


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