A 03.02.2018 lançamento do livro
da autoria de Maria Portugal
NINGUÉM SABE
Ninguém sabe, nem mesmo adivinha....
Não, ninguém sabe que foi por ti
que me desconstrui e construi, calei, mas vi.
Não, ninguém sabe que foi por ti
que me desconstrui e construi, calei, mas vi.
Foi por ti que sou hoje este pedaço de gente
aonde apesar de tudo arde a pequena chama
que me inflama a vida onde demora a dor.
aonde apesar de tudo arde a pequena chama
que me inflama a vida onde demora a dor.
Não ninguém sabe que tudo o que digo,
que tudo o que faço, refaço contigo
Que tudo o que sou é não mais que este
mirífico amor que ora me retém, ora me conduz
por onde vou.
que tudo o que faço, refaço contigo
Que tudo o que sou é não mais que este
mirífico amor que ora me retém, ora me conduz
por onde vou.
Não, ninguém sabe, nem mesmo adivinha :
O que acertei e o que errei, sem saber bem
até onde e até quando ficaria de pé.
O que acertei e o que errei, sem saber bem
até onde e até quando ficaria de pé.
O que sorri e o que silenciosamente chorei.
Tudo o que caminhei, ainda que erraticamente,
foi por ti, para ti, somente para ti ,desde que
te coroei Rei, dentro de mim,
foi sempre para ti que eu vivi...
foi por ti, para ti, somente para ti ,desde que
te coroei Rei, dentro de mim,
foi sempre para ti que eu vivi...
Maria Portugal, 07.12.17
(direitos reservados)
(direitos reservados)
Eu quis
Eu quis ser a tua realidade
Mas também mar para navegar,
terra lavrada, festa de espiga...
e voz do vento.
Mas também mar para navegar,
terra lavrada, festa de espiga...
e voz do vento.
Quis ser-te abrigo, ser-te alento.
Quis ser-te o Mundo todo num momento,
Ternura na tenra polpa dos dedos,
paixão voraz fora do tempo.
Quis ser-te o Mundo todo num momento,
Ternura na tenra polpa dos dedos,
paixão voraz fora do tempo.
Eu quis matar todos os teus medos.
Guardar na minha pele os teus segredos.
Quis ser o ar que tu respiras e mesmo até
a água que transpiras. Quis fundir-me em ti,
Mesmo perdendo-me de mim...
Guardar na minha pele os teus segredos.
Quis ser o ar que tu respiras e mesmo até
a água que transpiras. Quis fundir-me em ti,
Mesmo perdendo-me de mim...
Cegamente, sem condição e com assombro,
Ser-lhe mulher, mão amiga, ser-te ombro.
Ser-lhe mulher, mão amiga, ser-te ombro.
Eu quis ser a tua realidade, mas também
o sonho de amar e sorrir em liberdade.
o sonho de amar e sorrir em liberdade.
Hoje sou aquela que depois de tanto querer,
Vive só da memória e da saudade.
No luto do que foi e do que podia ter sido.
Do que, tão aguardado e permanecido
Se ausentou de mim, sem nunca ser vivido.
Vive só da memória e da saudade.
No luto do que foi e do que podia ter sido.
Do que, tão aguardado e permanecido
Se ausentou de mim, sem nunca ser vivido.
Maria Portugal , 14.12.2017
(direitos reservados)
(direitos reservados)

2 comentários:
Maria, gosto em ver-te lançada assim como num livro! Poderei ir?
Não sei, nem sei, nada sei, apenas que os teus versos me "espancam" com uma bela flor!
Parabéns!
Que bom voltar a revê-lo por aqui.
Eu gostaria que fosse, mas compreendo se não puder ir.
Mas se há pessoa que estará presente, em cada verso, será seguramente V. Majestade :-). O que quero dizer é que o seu exemplo, a sua escrita, o carácter que intuo naquilo que escreve e faz tantos anos acompanho, inevitavelmente foram-me inspiradores. Por isso, ainda que ausente, estará presente. Nunca duvide.
Obrigada, vamos agora ver como corre. :-) Há sempre um friozinho na barriga... vamos ver.
Um beijinho sempre amigo.
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