quinta-feira, 30 de abril de 2009

Deixa-me morrer ...

Não, não falo de mim :


Mas por vezes a morte não pede permissão ...

*

Ao longo dos últimos meses têm sido noticiados diversos suicídios que a imprensa tem correlacionado com o momento de crise económica que estamos a viver.
Recentemente, em Portugal, o coordenador do Programa Nacional de Saúde Mental admitiu aos jornalistas que "as doenças mentais comuns estão e vão aumentar com esta crise devido a factores ligados à depressão e à ansiedade"



*

A questão que me atormenta:

Pedro só queria por termo à sua vida. Ou talvez chamar a atenção de quem amava para a insuportabilidade da dor que carregava.

Pedro montou todos os artefactos próprios e adequados a fazer explodir o local aonde se encontrava. Depois deitou-se à espera desse momento.

Contudo, o filho que ali chegou entretanto alcançou retirá-lo do local, vivo, incólume.

Porém quando regressou para "desfazer" a engrenagem montada, algo escapou ao seu domínio e veio a falecer por via de explosão incontrolada que fez várias outras vítimas.

Pedro sobreviveu. Está acusado de ter praticado um crime de explosão .

Será isto acertado ?

Sabia que tais artefactos podiam proporcionar perigo, perigo para a vida...

Mas alguém num momento em que quer por termo à vida , pretende magoar outrem que não a si próprio ?

Alguém sabe a resposta ...

3 comentários:

Pata Negra disse...

Qualquer dia um tipo ainda acaba condenado à morte pelo facto de tentar o suicídio.
Um abraço siderado

MARIA disse...

Essa é mesmo de Mestre, Majestade...
Mas digo-lhe que condenada, condenada, tudo indica que será.
A questão é esta : porque é que A quer morrer e para morrer tem logo que escolher meios que podem matar terceiros?!... dolo... senão directo, o necessário, pelo menos.É o que me dizem.
Se eu explodir o meu carro para morrer perto do Palácio de São Bento(ou outros,a ex) e fizer alguns estragos a que sobreviva, não diga que me diria que tinha feito afinal uma revolução ...
Obrigada pelo seu comentário.Apesar de inteligentemente explosivo, só me faz bem.

Um beijinho

Maria

Zé Povinho disse...

A sociedade muitas vezes em vez de procurar entender e ajudar, castiga e acaba por causar mais mal do que bem.
Abraço do regressado Zé