Não, não falo de mim :
Mas por vezes a morte não pede permissão ...
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Ao longo dos últimos meses têm sido noticiados diversos suicídios que a imprensa tem correlacionado com o momento de crise económica que estamos a viver.
Recentemente, em Portugal, o coordenador do Programa Nacional de Saúde Mental admitiu aos jornalistas que "as doenças mentais comuns estão e vão aumentar com esta crise devido a factores ligados à depressão e à ansiedade"
Recentemente, em Portugal, o coordenador do Programa Nacional de Saúde Mental admitiu aos jornalistas que "as doenças mentais comuns estão e vão aumentar com esta crise devido a factores ligados à depressão e à ansiedade"
Veja mais - http://www.spsuicidologia.pt/
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A questão que me atormenta:
Pedro só queria por termo à sua vida. Ou talvez chamar a atenção de quem amava para a insuportabilidade da dor que carregava.
Pedro montou todos os artefactos próprios e adequados a fazer explodir o local aonde se encontrava. Depois deitou-se à espera desse momento.
Contudo, o filho que ali chegou entretanto alcançou retirá-lo do local, vivo, incólume.
Porém quando regressou para "desfazer" a engrenagem montada, algo escapou ao seu domínio e veio a falecer por via de explosão incontrolada que fez várias outras vítimas.
Pedro sobreviveu. Está acusado de ter praticado um crime de explosão .
Será isto acertado ?
Sabia que tais artefactos podiam proporcionar perigo, perigo para a vida...
Mas alguém num momento em que quer por termo à vida , pretende magoar outrem que não a si próprio ?
Alguém sabe a resposta ...