sábado, 9 de maio de 2009

Flor de Sempre


Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!

Quantas morrem saudosas duma imagem
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca ri alegremente!

Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doces almas de dor e sofrimento!

Paixão que faria a felicidade
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
Florbela Espanca

2 comentários:

Pata Negra disse...

Maria! Maria! Maria! Outra vez Florbela?! Dá de ti tudo o que tens e reserva o amor para o sequeiro!
Beijos de Maio e de seara

MARIA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.