quinta-feira, 24 de setembro de 2009

UMA FLOR PELO NOSSO AMOR

zínia

(flor : zínia fotografada por Skorpios)
Conta a lenda que na corte britânica de Eduardo III, vivia Roberto Machim, um homem sensível e com o dom da palavra.
Tinha como melhor amigo e companheiro de armas o fidalgo D. Jorge.
Este pediu a Roberto para ir com ele esperar a sua jovem e bela prima Ana de Harfet.
Ao fazê-lo nunca supôs que entre os dois jovens nascesse um afecto muito especial, um amor eterno.
A verdade é que mal se viram, Roberto e Ana apaixonaram-se.
Os pais de Ana não aceitaram a união com um pretendente plebeu e ordenaram o casamento de Ana com um dos fidalgos da corte.
Porém Roberto decidido e perdidamente apaixonado decidiu lutar pela concretização daquele amor.
Por isso, foi preso por ordem do rei, durante alguns dias, enquanto a cerimónia de casamento da sua querida Ana se realizava.
Mas o amor de Ana por Roberto ultrapassava a sua própria vontade de viver e Ana, longe deste, morria.
À saída da prisão, D. Jorge informou Roberto que Ana estava a morrer por seu amor.
Traçaram então um plano de fuga e
com a ajuda de D. Jorge, Ana e Roberto partiram num barco em direcção a França aonde pretendiam viver o respectivo amor.
Mas uma brutal tempestade desviou a embarcação para uma ilha paradisíaca.
Esta ilha era belíssima, perfumada de flores, aromatizada a frutos e aonde árvores grandes e frondosas forneciam cálida sombra aos dois enamorados.
Porém Ana sofrera demais e não resistiu à febre .
Morreu naquela ilha e ali por Roberto foi enterrada sob uma árvore de madeira de cedro imponente.
Depois Roberto deixou de alimentar-se e de saudade da amada e tristeza pela sorte que cruelmente caracterizou o respectivo amor, morreu pouco depois.
Pediu a D. Jorge que o sepultasse com Ana, no mesmo sítio , o que este concretizou.
Sobre a campa de ambos foi escrita esta história e erguida uma capela ( Capela de Nossa Senhora dos Milagres- Ilha da Madeira) aonde se ora por intenção de todos os amores eternizados pela impossibilidade.
Esta ilha seria a da Madeira e o local, Machico que receberia de "Roberto Machim" tal nomeação.



*
Para os mais pequeninos e para os que gostam de pequeninas coisas...grandes...



8 comentários:

André disse...

Um beijinho. Que bom voltar a ler-te no teu estilo inconfundível.

MARIA disse...

André, meu amigo de eleição, é bom ver-te por cá, também.

Um bjinho.
Conhecias a lenda de Machico ?
:-)

André disse...

Não, mas tem tudo a ver com o imaginário madeirense...

Um beijinho, bom fim-de-semana.

Mar Arável disse...

São tantas as realidades

que o melhor é inventá-las

por bem

Nilson Barcelli disse...

Já estive no Machico e não me contaram essa lenda... gostei de ler.
Bom fim de semana.
Beijo.

MARIA disse...

MAR... de bem ... bem que me faz ver o azul que no céu se espelha, trazido até aqui pelos seus braços amigos.

Muito obrigado.
Um beijo.

Maria

MARIA disse...

Nilson, meu Poeta de eleição, já lá estiveste ?!...
Na capelinha ?
Que giro, contudo esta lenda parece-me muito triste. Morrem os dois. Assim não tem graça nenhuma.
Graça era vencer o rei, o pai e a mãe, o mundo e o além e poder dizer, AGORA VEM, que nada nem ninguém nos cortará este Caminho ...

:-)

Beijinhos meu querido poeta.


Maria

Zé Povinho disse...

Algo que desconhecia, mas a vida tem (felizmente) destas coisas.
Abraço do Zé