Que em todas as portas entrem milagrosas maravilhas : bom ano !

Diz me rio que conheço
Como não conheco a mim
Quanta magua vai correr
Até o desamor ter fim
Tu nem me ouves lanceiro
Por entre vales e montes
Matando a sede ao salgueiro
Lavando a alma das fontes
Vi o meu amor partir
Num comboio de vaidades
Foi à procura de mundo
No carrocel das cidades
Onde o viver é folgado
E dizem não há solidão
Mas eu no meu descampado
Não tenho essa ilusão
Se eu fosse nuvem branca
E não um farrapo de gente
Vertia-me aguaceiro
Dentro da tua corrente
E assim corria sem dor
Sem de mim querer saber
E como tu nesse rumor
Amava sem me prender
Vem rio que se faz tarde
para chegares a parte incerta
espalha por esses montes
que tenho a morada aberta (bis)
Como não conheco a mim
Quanta magua vai correr
Até o desamor ter fim
Tu nem me ouves lanceiro
Por entre vales e montes
Matando a sede ao salgueiro
Lavando a alma das fontes
Vi o meu amor partir
Num comboio de vaidades
Foi à procura de mundo
No carrocel das cidades
Onde o viver é folgado
E dizem não há solidão
Mas eu no meu descampado
Não tenho essa ilusão
Se eu fosse nuvem branca
E não um farrapo de gente
Vertia-me aguaceiro
Dentro da tua corrente
E assim corria sem dor
Sem de mim querer saber
E como tu nesse rumor
Amava sem me prender
Vem rio que se faz tarde
para chegares a parte incerta
espalha por esses montes
que tenho a morada aberta (bis)
8 comentários:
Querida amiga, ando com imensa falta de tempo. Mas, ainda que um pouco tarde, não poderia deixar de passar por aqui para te desejar um excelente 2010.
Beijos.
Nilson, poeta de eleição, muito obrigado. Igualmente.
Beijinhos.
Olá MARIA
Lindo este poema "Morada Aberta".
Gostei imenso do poema e da interpretação de Maiza.
Um bom fim de semana
Beijos
Alvaro
Um novo ano, com coisas novas, novas amizades e outras experiências.
Todos os anos a natureza se renova e nós também, ainda que de outro modo...
Abraço do Zé
Obrigada Alvaro, eu concordo, a Mariza é muito especial. Um bjinho
Olá Zé, obrigado por passar por cá.
Eu agradeço os seus votos.
Contudo nunca substituo amigos ou afectos, pese embora compreenda que nos devemos abrir a novos conhecimentos.
Ter um amigo, um afecto verdadeiro é mais válido para mim, mais importante do que uma grande conta bancária, ou que uma jóia rara.
Muito, mas creia que só mesmo muito dificilmente (ainda que não pareça) alguém me toca realmente a alma. Quando acontece nunca mais prescindo dessa pessoa.
A minha natureza é de vincular-me com seriedade àquilo que o meu coração escolhe.
Por isso agradeço os votos, mas conservando sempre as minhas amizades e os meus afectos já guardados no recanto mais luminoso da alma.
Beijinhos.
Ao falar em renovação não queria significar mudar, nem de amigos nem de qualquer outra coisa ou bem, mas sim olhar com outros olhos, com mais esperança e com mais amor.
Peço desculpa por me ter explicado mal, mas o valor da amizade não estava em causa na minha mente.
Eu compreendo, mas achei bom clarificar ainda assim.
Um beijinho sempre amigo
Maria
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