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sábado, 2 de janeiro de 2010

Morada aberta ...

Que em todas as portas entrem milagrosas maravilhas : bom ano !

Diz me rio que conheço
Como não conheco a mim
Quanta magua vai correr
Até o desamor ter fim

Tu nem me ouves lanceiro
Por entre vales e montes
Matando a sede ao salgueiro
Lavando a alma das fontes

Vi o meu amor partir
Num comboio de vaidades
Foi à procura de mundo
No carrocel das cidades

Onde o viver é folgado
E dizem não há solidão
Mas eu no meu descampado
Não tenho essa ilusão

Se eu fosse nuvem branca
E não um farrapo de gente
Vertia-me aguaceiro
Dentro da tua corrente

E assim corria sem dor
Sem de mim querer saber
E como tu nesse rumor
Amava sem me prender

Vem rio que se faz tarde
para chegares a parte incerta
espalha por esses montes
que tenho a morada aberta (bis)



sábado, 12 de setembro de 2009

A um amor eterno


Por todos os caminhos te procuro
Seguindo pegadas invisíveis
Nas duras pedras da existência
Que soçobram dos castelos no ar
Desmoronados pela dor do teu afastamento
Não espero misericórdia por este lamento
Não quero encontrar-te a contra gosto, a contra tempo
Mas em todos os caminhos te invento
Presa existencialmente e sem remédio ao momento
Em que tu, viajante de muitas ruas floridas
Sombrias, reluzentes, coloridas,
Certo dia passeaste o teu amor por uma rua
Uma rua aonde a lua acorda tarde, dengosa e devagar
Rua que eu não percorro habitualmente
E aonde tu também não pretendias me encontrar
Contudo, casualmente passaste por mim
E talvez atendendo ao chamado da Lua do lugar
Deixaste sobre mim o teu olhar
Eu guardei os teus olhos, anelei-nos à alma
E desde então que os procuro, perdida toda a calma
Por eles vejo o mundo para o qual deixei de olhar
Mas tu prosseguiste o teu caminho…
Escolheste viver nas ruas que eu não sigo
Voltaste o teu olhar para tudo o que não está comigo
E eu sigo já cega pelo pranto incontido
De carregar dentro de mim como se fora ditame de um destino
Tão cruel que vencê-lo não consigo,
De prosseguir levando em mim o teu olhar
Mesmo sabendo que escolheste não o deixar comigo…
Liberar-te?
Libertar-me?
Como? Se antes quero a dor do teu olhar ausente
Do que sobreviver no esquecimento desse momento
Em que à luz da Lua e sob o seu alento
Passaste à minha rua e inadvertidamente o deixaste comigo…
Maria