segunda-feira, 28 de junho de 2010

O juízo final ...


A 13 de Fevereiro de 2010 José Saramago pronunciando-se sobre a situação vivida pelo Juiz Baltasar Garzón, em Espanha, no DN Opinião, falava assim de leis e Justiça :
"Em Portugal, na aldeia medieval de Monsaraz, há um fresco alegórico dos finais do século XV que representa o Bom Juiz e o Mau Juiz, o primeiro com uma expressão grave e digna no rosto e segurando na mão a recta vara da justiça, o segundo com duas caras e a vara da justiça quebrada.
Por não se sabe que razões, estas pinturas estiveram escondidas por um tabique de tijolos durante séculos e só em 1958 puderam ver a luz do dia e ser apreciadas pelos amantes da arte e da justiça.
Da justiça, digo bem, porque a lição cívica que essas antigas figuras nos transmitem é clara e ilustrativa.
Há juízes bons e justos a quem se agradece que existam, há outros que, proclamando-se a si mesmos justos, de bons pouco têm, e, finalmente, não são só injustos como, por outras palavras, à luz dos mais simples critérios éticos, não são boa gente.

Nunca houve uma idade de ouro para a justiça."
Palavras de força. Fundamentadas ?!... Palavras para meditar ...

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