Dá-se alimento substancial de sonho e de beleza à vida.
Sugiro-vos a consulta a este link de poesia, que saboreei com franco gosto:
"Inês morreu e nem se defendeu
Da morte com as asas da andorinha
pois diminuta era a morte que esperava
aquela que de amor morria cada dia
aquela ovelha mansa que até mesmo cansa
olhar vestir de si o dia a dia
aquele colo claro sob o qual se erguia
o rosto envolto em loura cabeleira
pedro distante soube tudo num instante
que tudo terminou e mais do que a inês
o frio ferro matou a ele
Nunca havia chorado é a primeira vez que chora
agora quando a terra já encerra
aquele monumento de beleza
que pode pedro achar em toda a natureza
pode pedro esperar senão ouvir chorar
as próprias pedras já que da beleza
se comovam talvez uma vez que os humanos corações
consentiram na morte da inocente inês
E pedro pouco diz só diz talvez
satanás excedeu o seu poder em mim
deixem-me só na morte só na vida
a morte é sem nenhuma dúvida a melhor jogada
que o sangue limpe agora as minhas mãos cheias de nada
ó vida ó madrugada coisas do princípio vida
começada logo terminada "
Rui Belo

4 comentários:
Pedro e Inês... os amores mortais de antanho, a trespassarem séculos e a chegarem aos amores (i)mortais de hoje.
Beijo, querida Maria.
Carlos
Rui Belo e um belo poema.
Boa semana
Abraço do Zé
Olá Carlos, bem vindo, obrigada pelo comentário.
Porque a morte só matou Inês, mas nunca matou o amor de Inês e de Pedro.
Amamos os nossos familiares e amigos, nossos próximos e o que sentimos é a única coisa que nunca prova a morte.Porque permanece connosco e para além da nossa memória. Nesse sentido, vence a morte. O amor eterniza-se na lembrança da humanidade, torna-se incontornável e as forças que o derrubam são as mesmas que lhes dão o dom visível da imortalidade...
Um beijinho para ti.
Maria
Zé, meu tão estimado amigo.
Bem sei que por falta minha, que à falha de inspiração, fecho, de vez em quando o blogue, mas a verdade é que me habituei à sua presença neste espaço nestes anos que aqui temos trocado impressões sobre as publicações e sinto a sua ausência quando é assim mais prolongada.
Que bom lê-lo! Que saudade !
Obrigado. Um beijinho. Amanhã passarei com calma,
lá pelo seu cantinho.
Maria
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