quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mais estórias do lobo mau: não por favor !!!


Antes que se presuma que embalo palavras em defesa de algum interesse ou de alguém, desde já adianto que o meu voto será em branco nas próximas eleições presidenciais.
Não defendo nada e nem ninguém por sentir que em tantos momentos, ninguém nos defende. Porque a fórmula de fazer política em Portugal está vista, está gasta, a meu ver, carece de nova.
Contudo, quando a crise de valores é muito grande, impõe-se recordar de que somos feitos afinal : verdade, solidariedade, justiça !
O seu a cada um !
Só agora, por acaso à porta de eleições, se nota que declarações de impostos de um candidato, uma delas há 5 (cinco) anos, não entrou no “competente”serviço do Estado ?!...
E porque é que só se viu agora , num momento em que o facto serve para atirar como pedra de arremesso à dignidade alheia?!...
Os portugueses que ao longo dos anos fizeram e entregaram as suas declarações de IRS em impresso próprio preenchido manualmente, sabem que se não conservarem os respectivos duplicados comprovativos não estão a salvo de uma eventual “falha de sistema” que venha a confrontá-los com essa ausência de prova e bem como com respectivas consequências.
Especificarei com um exemplo de ficção, pois claro :
-O Técnico (X) do Serviço de Estado (XY) elaborava as suas declarações de IRS que entregava às Finanças, por vezes com atraso, pagando a respectiva coima ou multa e guardava os respectivos comprovativos numa pasta no interior do seu Gabinete de Trabalho, sito aliás portas meias, com a própria Repartição de Finanças.
Certo dia de um mês de Março, o Serviço foi assaltado e além do seu PC portátil foram furtadas várias das suas pastas.
Cerca de um ano depois, o Técnico (X) teve um conflito grave com o Estado, sua entidade empregadora .
É quando vive esse momento que se vê confrontado pela repartição de Finanças com a declaração de que nunca entregara essas declarações de IRS com as legais consequências.
Em diálogo com o responsável da repartição o Técnico (X) disse-lhe :
- Sabe bem que as entreguei.
Obteve como resposta : “…mas nunca o poderá provar .” (por acaso ,o Técnico (X) contraiu num desses anos, empréstimo bancário para aquisição de habitação, nunca sendo concedido tal crédito sem esse documento e pelo menos a declaração relativa a esse ano, provará… as demais pois terão ido na pasta realmente…)
Este técnico irreal de um País que não é Portugal porque também é irreal, não acreditaria que Manuel Alegre não tivesse entregue a sua declaração de rendimentos em 2005 e o Estado só agora desse conta disso.
E eu, também não acredito !
Não deve perder-se a elegância de trato mesmo em combate.
Pelo modo como combatemos, nos definimos !...

2 comentários:

Zé Povinho disse...

Eu gosto de política e de discutir ideias, só não consigo gostar dos políticos que temos, que se esquecem de ser coerentes, de que estão a desemprenhar funções em que o bem comum devia estar acima dos interesses próprios, e de que a verdade e a decência deviam pautar os seus actos.
Eu voto em branco há vários anos por estar desencantado com a política que se faz em Portugal.
Abraço do Zé

MARIA disse...

Olá Zé, é verdade, em bom rigor, todos nos tem vindo a desiludir em matéria política.

Um beijinho amigo.