terça-feira, 14 de agosto de 2012

PARA RIR OU TALVEZ NÃO ...

 
 
PARA RIR OU TALVEZ NÃO …


As piadas humorísticas já foram alvo de estudos académicos sérios.
Um bom exemplo é "O chiste e sua relação com o inconsciente", estudo produzido por Sigmund Freud.
O "pai da psicanálise" dividiu as piadas em ...
duas categorias básicas:
As "ingénuas" — que utilizam jogos de palavras
— e os "chistes tendenciosos" — que possuem um lado erótico e (ou) preconceituoso.
Enquanto na primeira o humor não estaria no conteúdo, mas na surpresa do trocadilho,
na segunda o riso seria provocado pela "aversão às diferenças ou pela zombaria de estereótipos".
Outro cientista, Marvin Minsky, também sugere que rir tem uma função específica no cérebro humano. Em sua opinião, piadas e risos são mecanismos para o cérebro aprender o nonsense. Seria essa a razão, segundo o pesquisador, para que as piadas normalmente não sejam tão engraçadas quando contadas repetidas vezes.
Além disso, o riso (em tese, o principal objectivo da piada) é considerado como algo saudável, pois libera endorfina (hormona produzido no cérebro que produz sensação de bem-estar e alivia a dor), além de diminuir a pressão arterial e aliviar a tensão.
A maior parte das piadas contêm dois componentes: uma introdução genérica (por exemplo, "Um homem entra num bar…") e um final surpreendente, que entra em choque com o desenvolvimento.
O nível de surpresa do final se modifica de acordo com o quanto de ironia se pretende alcançar.
No século XII, São Tomás de Aquino já escrevia que "brincar é necessário para levar uma vida humana", defendendo que as piadas seriam importantes para repor das "forças do espírito". Contudo, nem todos os religiosos concordavam com os benefícios das piadas e do humor. No romance O Nome da Rosa, por exemplo, o autor Humberto Eco centra a trama em livros que haviam sido proibidos pelo Vaticano exactamente por conterem um estudo de Aristóteles sobre o riso.

O sentido de humor varia em cada cultura.
O que é engraçado para um povo pode não ser para outro.
Um estudo da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, versou sobre o assunto em 2004, e após pesquisa de opiniões através da Internet para se descobrir qual seria "a melhor piada do mundo".
Apurou-se em resultado dessa pesquisa, o quanto a cultura local influencia o " sentido de humor" de cada povo. Os britânicos demonstraram gostar mais de trocadilhos, enquanto franceses e alemães costumavam optar por piadas que tendiam ao nonsense. Já os estado-unidenses preferiam piadas sobre assuntos locais.

Contudo, algumas características foram independentes do país. Homens, de uma maneira geral, demonstraram gostar de piadas que envolvessem sexo e preconceito, enquanto as mulheres não gostavam desse tipo de conteúdo. Como a pesquisa só possui até o momento dados de Estados Unidos, Canadá e Europa, não há análise sobre as preferências dos ibero-americanos.
As duas piadas consideradas por esse estudo como "as melhores do mundo" são as seguintes:
1º lugar – Um caçador abatido. Dois caçadores caminham na floresta quando um deles, subitamente, cai no chão com os olhos revirados. Parece não respirar.
O outro caçador pega no telemóvel, liga para o serviço de emergência e diz: "Meu amigo morreu!
O que eu faço?". :Com voz pausada, é-lhe respondido: "Mantenha a calma. A primeira coisa a fazer é ter certeza de que ele está morto".
Vem um silêncio.
Logo depois, ouve-se um tiro.
A voz do caçador volta à linha.
Ele diz: "OK. E agora?"...

2º lugar - A dedução de Watson Sherlock Holmes e o doutor Watson vão acampar. Após um bom jantar e uma garrafa de vinho, entram nos sacos de dormir e caem no sono. Algumas horas depois, Holmes acorda e sacode o amigo.
_"Watson, olhe para o céu estrelado. O que você deduz disso?". Depois de ponderar um pouco, Watson diz: "Bem, astronomicamente, estimo que existam milhões de galáxias e potencialmente biliões de planetas. Astrologicamente, posso dizer que Saturno está em Câncer.
Teologicamente, eu creio que Deus e o universo são infinitos.
Também dá para supor, pela posição das estrelas, que são cerca de 3h15 da madrugada… O que você me diz, Holmes?"
Sherlock responde: "Elementar, meu caro Watson. Roubaram a nossa barraca!"
*
Claro que estas piadas só venceram porque o estudo não acedeu a esta :
“Há que, de uma vez por todas, distinguir o público do privado. Tanto o neoliberalismo como a esquerda pretendem diluir a “vida privada”: a esquerda através da “estatização” das nossas vidas, a direita neoliberal através do mercado total.
Ora, a direita conservadora faz questão de marcar indelevelmente a diferença e o espaço necessário entre “vida privada” e “vida pública”.
Uma coisa é os meios de comunicação social insinuarem um eventual envolvimento de José Sócrates no caso Freeport, porque José Sócrates foi ministro do ambiente e é uma figura pública paga principescamente e à custa dos contribuintes (à mulher de César não basta ser honesta; tem que parecer honesta).”(GA)
Outra coisa diversa é trazer para exposição e discussão pública factos da vida pessoal que só às mesmas pessoas respeitam, como por exemplo, a sua opção sexual, se é celibatário ou já experimentou casamentos vários, se gosta de cores quentes ou frias, de loiras ou morenas, se se presta a missionário ou se aprecia a devoção de joelhos, se come arroz com carne ou com soja, se faz nudismo ou top less, etc , etc, em especial QUANDO ISSO É FEITO PARA PREJUDICAR A PESSOA NO SEU NORMAL DESEMPENHO DA SUA ACTIVIDADE PROFISSIONAL PÚBLICA cuja competência não depende da cor das cuecas que se usa, nem do respectivo aspecto : num Mundo aonde quase todos os Estados do Mundo ratificaram e aceitam os princípios consagrados, designadamente na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM sejamos sérios, mesmo se for para rir …
E INTELIGENTES : o Povo iletrado sempre me disse que “NADA TEM O CU COM AS CALÇAS” .
A mesquinhez e a má língua meninas e meninos não está” in”… não é o último” berro” …
Caiam no Século em que vivem, por Deus !!!
 
 
Maria Portugal
 
 

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