quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

INQUIETAÇÃO GERAL

 
 
Um Estado soberano, em termos muito simples pode  sintetizar-se pela máxima "Um governo, um povo, um território".
O Estado é responsável pela  sua organização e pelo seu controle social, pois detém, segundo Max Weber, o monopólio da violência legítima (coerção, especialmente a legal).
Já o FMI ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Monet%C3%A1rio_Internacional ) é uma organização internacional sem legitimidade para produzir efeitos directos em assuntos de soberania de qualquer Estado. Quando o fizer a um dos seus membros, podem esperar TODOS os outros que um dia o mesmo lhes possa aconteça. Seria um precedente perigoso.
 Por isso o FMI "sugere"  a Portugal...
A não ser uma ousada sugestão, seria constrangedor, vistas as coisas numa perspectiva global que os Estados nunca podem perder de vista, porque ninguém sabe o que será o seu dia de amanhã, nem mesmo os grandes Estados...
Além do mais seria uma coisa feia, porque veja-se bem : todos nós quando emprestamos dinheiro a alguém adquirimos o direito de crédito de reavê-lo com os juros correspondentes que devem ser sérios, não usurários.
Mas já não ganhamos o direito de dizer ao nosso devedor que trabalhe para nos arranjar o devido dinheiro para pagar-nos em serviços, em indústrias, na agricultura  ou se dedique a arte fazendo espectáculos a 6% de IVA para nos pagar…
NÃO!
 Só temos direito a ser pagos, como arranja o dinheiro para  isso já não é da nossa lavra, cabe a quem deve.
O Estado Português  (http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_portugu%C3%AAs) é o mais antigo Estado da Europa. É constituído acima de tudo por um Povo cordato e respeitador que aprecia igualmente ser respeitado . Respeitar um Povo é reconhecer que as pessoas têm direito  a ver satisfeitas necessidades essenciais  e a esperar ser tratados com a dignidade devida a qualquer ser humano .
Quando se equacionam soluções em que mais pessoas  ficarão a passar fome, privadas de cuidados especiais de saúde (comprar um simples óculos para ver convenientemente, ter a possibilidade de cuidar dos seus dentes, não deveriam ser um luxo só acessível a raros cidadãos ) e outros, quando se vai  carregar sobre uma população inocente tanta dificuldade, não deve esquecer-se que as dores  que causamos na vida dos outros ,também vencem juros tal como os créditos...
 O que possa acontecer ao País que já não suporta tanta austeridade e as consequências a nível da Europa e não só que essas possam vir a  ter, estarão a ser devidamente ponderadas no melhor interesse de todos os Estados que constituem  o FMI e que constituem a União Europeia ? … Quem está seguro de que tudo isto não desencadeia um grande conflito global ?... Quem arrisca ? Arriscará conscientemente ?!...

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