Um Estado soberano, em termos
muito simples pode sintetizar-se pela
máxima "Um governo, um povo, um território".
O Estado é responsável pela sua organização e pelo seu controle social,
pois detém, segundo Max Weber, o monopólio da violência legítima (coerção,
especialmente a legal).
Já o FMI ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Monet%C3%A1rio_Internacional
) é uma organização internacional sem legitimidade para produzir efeitos directos
em assuntos de soberania de qualquer Estado. Quando o fizer a um dos seus
membros, podem esperar TODOS os outros que um dia o mesmo lhes possa aconteça.
Seria um precedente perigoso.
Por isso o FMI "sugere" a Portugal...
A não ser uma ousada sugestão,
seria constrangedor, vistas as coisas numa perspectiva global que os Estados
nunca podem perder de vista, porque ninguém sabe o que será o seu dia de
amanhã, nem mesmo os grandes Estados...
Além do mais seria uma coisa
feia, porque veja-se bem : todos nós quando emprestamos dinheiro a alguém
adquirimos o direito de crédito de reavê-lo com os juros correspondentes que
devem ser sérios, não usurários.
Mas já não ganhamos o direito de
dizer ao nosso devedor que trabalhe para nos arranjar o devido dinheiro para pagar-nos em
serviços, em indústrias, na agricultura ou se dedique a arte fazendo espectáculos a 6%
de IVA para nos pagar…
NÃO!
Só temos direito a ser pagos, como arranja o
dinheiro para isso já não é da nossa
lavra, cabe a quem deve.
O Estado Português (http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_portugu%C3%AAs)
é o mais antigo Estado da Europa. É constituído acima de tudo por um Povo
cordato e respeitador que aprecia igualmente ser respeitado . Respeitar um Povo
é reconhecer que as pessoas têm direito
a ver satisfeitas necessidades essenciais e a esperar ser tratados com a dignidade
devida a qualquer ser humano .
Quando se equacionam soluções em
que mais pessoas ficarão a passar fome,
privadas de cuidados especiais de saúde (comprar um simples óculos para ver
convenientemente, ter a possibilidade de cuidar dos seus dentes, não deveriam
ser um luxo só acessível a raros cidadãos ) e outros, quando se vai carregar sobre uma população inocente tanta
dificuldade, não deve esquecer-se que as dores que causamos na vida dos outros ,também vencem
juros tal como os créditos...
O que possa acontecer ao País que já não
suporta tanta austeridade e as consequências a nível da Europa e não só que
essas possam vir a ter, estarão a ser
devidamente ponderadas no melhor interesse de todos os Estados que constituem o FMI e que constituem a União Europeia ? …
Quem está seguro de que tudo isto não desencadeia um grande conflito global
?... Quem arrisca ? Arriscará conscientemente ?!...

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