segunda-feira, 15 de julho de 2013

Finalmente juntaram-se três à esquina para salvar a Pátria !...

NUNCA ASSISTI A TANTA CONFUSÃO, A TANTA IMPRECISÃO, A TANTA ANORMALIDADE
COMO A QUE HOJE SE VIVE EM PORTUGAL ,
 mais,
 PESSOAS COM GRANDES COMPETÊNCIAS E
RESPONSABILIDADES, COMPLETAMENTE PERDIDAS DO FIO O PRUMO
 DOS CONCEITOS MAIS BÁSICOS:
O Presidente da República mandou que um Governo negociasse com um partido que não é Governo, sobre como Governar, permitindo-se limitar esse “Governo virtual”até a Junho de 2014.
E entendem grandes Constitucionalistas deste País que sim Senhor a nossa Constituição permite que o Presidente da República imponha a um Governo que governe com a anuência de um partido da oposição, mas só a prazo e findo esse prazo, mesmo que outro Governo saía de eleições, todos devem anuir na continuação da mesma governação.
Ora como diria lá Frei Luís de Sousa à pergunta “quem lá vem” ? Eu responderei :
EU NÃO sou NINGUÉM!
Porém eu acho que isto não é legítimo e não se conforma sequer com a leitura mais “presidencialista” possível que esta Constituição consente.
- Se não quer o Governo que o Povo elegeu, demita-o fundamentadamente.
- Não pode é determinar a acção de cada uma das forças partidárias sob pena  das pessoas nunca poderem saber se vão votar num programa partidário  e o podem fazer confiando que será executado ou se tal partido poderá ser obrigado a adequar-se a outro programa por ordem externa a ele, mesmo que vinda do Presidente da República.
Caramba meus Senhores , aonde pára a vossa sensatez? Se vai tudo acordado, para quê sequer fazer eleições em 2014 ? Sim , se o acordo é para cumprir até depois… basta  ir-se executando…
Mas vamos ao absurdo, porque a vida às vezes confronta-nos com o absurdo e os dias contemporâneos na nossa História são a prova viva disso : suponhamos que até 2014 um ou mais dos líderes partidários ou mesmo o próprio Presidente (por doença, por motivos imponderáveis) mudam até essa data?
E se os que vierem não aceitam sufragar este acordo, como ficamos ?
 O QUE TEMOS ANDADO A FAZER SENÃO FITAS SOBRE FITAS ?
Das duas uma ou deixa o Governo governar ou altera-o fundamentadamente, não pode é exercer o papel de mentor programático de um partido que depois se apresenta a eleições como se tal papel não se tivesse exercido sobre o programa que apresentou ao Povo eleitor.
É um desrespeito sobre o Povo votante!
Eu pasmo com o que ouço : “ai sim faça-se acordo porque há que pagar a Troika” .
Então mas não sabemos já todos que temos que pagar o que devemos ? A dúvida é como !
 Supostamente devem existir várias alternativas?
Querem acordar  em não permitir alternativa, é isso ?
“ACORDO”, “ACORDO” SOBRE QUÊ ? SOBRE O QUÊ?
E quando chegar o momento de votar terá o Povo que lembrar a todos os Excelentíssimos Senhores que fizeram ESSE ACORDO, mas O POVO NÃOOOOOOOOOOOO o fez!!!!!
O Povo não se vinculará a um acordo dos três partidos que o deixe abaixo das condições mínimas de dignidade de vida.
 Levantará a sua voz contra qualquer deles que o faça e queira depois implementá-lo nas suas vidas.
Por isso NÃO É O ACORDO que nem se sabe bem para quê QUE RESOLVErá A CRISE, porque se o Povo continuar à fome, sem aceder à saúde, à educação, sem emprego, NÃO JULGUEM QUE O POVO SE SENTIRÁ VINCULADO COM O VOSSO ACORDO.
Já não se aguenta ouvir tanto disparate:
- Se as oposições querem governar e acham que sabem como, censurem o Governo.
Se não acham deixem-no governar e submeter-se depois a sufrágio eleitoral.
AFINAL O QUE É ISTO , juntam-se os 3 à esquina a tocar a concertina e a dançar o só li dó  ante a asnática posição intelectual dos sábios que diariamente nos inundam de opiniões  de que só com um acordo se salva o País do abismo, sem mesmo saber qual?!...
De todo, O POVO NÃO SE VINCULARÁ AO VOSSO ACORDO SE LHE  FOR PREJUDICIAL.
 Daí que esse acordo …SENHORES …NÃO  É SOLUÇÃO PARA NADA.
Vão dizer às pessoas – olhem não saiam à rua, não gritem , não se manifestem porque três partidos acordaram fazer-nos isto ?....
Por Cristo ….!... alguém por favor esfrie a cabeça e  saiamos disto salvando o mínimo de dignidade que nos resta.

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