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terça-feira, 9 de junho de 2009

Domínio da posse ...


As lendas têm sempre algo que se situa muito mais às portas da realidade, do que da imaginação possível.
Existem vidas inexplicáveis, fenómenos incompreensíveis, pessoas singulares, únicas, incompreendidas.
As motivações das condutas humanas têm por vezes tanto de complexo, quanto de simplesmente animal.
De uma animalidade de que se faz o homem que não obstante se coroou da adjectivação da racionalidade para se sentir acima dos bichos...
Passeando pelo Ribatejo entre os areais imersos do Tejo encontrei IRIA.
Iria, também chamada santa, encantou e encanta, designadamente pela sua história.
Diz-se que nasceu no seio de uma família abastada de Nabância, Tomar.
Recebeu educação nobre num mosteiro de freiras beneditinas .
Pela sua particular beleza e pela sua inteligência , Iria obteve a simpatia das religiosas e das pessoas da povoação, em especial moços e fidalgos, que a disputavam.
Entre eles Britaldo, príncipe daquele Senhorio, veio a alimentar por Iria uma paixão intensa e doentia.
Iria recusava-o declarando-se eterna devota de Deus.
Remígio, director espiritual de Iria a quem a sua beleza também perturbava, tomou conhecimento do amor de Britaldo.
Consumido pelos ciúmes fez Iria tomar uma tisana embruxada que fez surgir no corpo da rapariga sinais de aparente gravidez.
Expulsa do convento, a pobre Iria recolhera-se junto ao rio para orar, quando foi traiçoeiramente assassinada por um criado de Britaldo a quem chegaram rumores daqueles eventos.
Lançado ao rio o corpo de Iria, diz-se permanecer incorruptível através dos tempos no celestial sepulcro das claras areias do Tejo, aonde afinal a fomos encontrar ...