
Por todos os caminhos te procuro
Seguindo pegadas invisíveis
Nas duras pedras da existência
Que soçobram dos castelos no ar
Desmoronados pela dor do teu afastamento
Não espero misericórdia por este lamento
Não quero encontrar-te a contra gosto, a contra tempo
Mas em todos os caminhos te invento
Presa existencialmente e sem remédio ao momento
Em que tu, viajante de muitas ruas floridas
Sombrias, reluzentes, coloridas,
Certo dia passeaste o teu amor por uma rua
Uma rua aonde a lua acorda tarde, dengosa e devagar
Rua que eu não percorro habitualmente
E aonde tu também não pretendias me encontrar
Contudo, casualmente passaste por mim
E talvez atendendo ao chamado da Lua do lugar
Deixaste sobre mim o teu olhar
Eu guardei os teus olhos, anelei-nos à alma
E desde então que os procuro, perdida toda a calma
Por eles vejo o mundo para o qual deixei de olhar
Mas tu prosseguiste o teu caminho…
Escolheste viver nas ruas que eu não sigo
Voltaste o teu olhar para tudo o que não está comigo
E eu sigo já cega pelo pranto incontido
De carregar dentro de mim como se fora ditame de um destino
Tão cruel que vencê-lo não consigo,
De prosseguir levando em mim o teu olhar
Mesmo sabendo que escolheste não o deixar comigo…
Liberar-te?
Libertar-me?
Como? Se antes quero a dor do teu olhar ausente
Do que sobreviver no esquecimento desse momento
Em que à luz da Lua e sob o seu alento
Passaste à minha rua e inadvertidamente o deixaste comigo…
Maria
Seguindo pegadas invisíveis
Nas duras pedras da existência
Que soçobram dos castelos no ar
Desmoronados pela dor do teu afastamento
Não espero misericórdia por este lamento
Não quero encontrar-te a contra gosto, a contra tempo
Mas em todos os caminhos te invento
Presa existencialmente e sem remédio ao momento
Em que tu, viajante de muitas ruas floridas
Sombrias, reluzentes, coloridas,
Certo dia passeaste o teu amor por uma rua
Uma rua aonde a lua acorda tarde, dengosa e devagar
Rua que eu não percorro habitualmente
E aonde tu também não pretendias me encontrar
Contudo, casualmente passaste por mim
E talvez atendendo ao chamado da Lua do lugar
Deixaste sobre mim o teu olhar
Eu guardei os teus olhos, anelei-nos à alma
E desde então que os procuro, perdida toda a calma
Por eles vejo o mundo para o qual deixei de olhar
Mas tu prosseguiste o teu caminho…
Escolheste viver nas ruas que eu não sigo
Voltaste o teu olhar para tudo o que não está comigo
E eu sigo já cega pelo pranto incontido
De carregar dentro de mim como se fora ditame de um destino
Tão cruel que vencê-lo não consigo,
De prosseguir levando em mim o teu olhar
Mesmo sabendo que escolheste não o deixar comigo…
Liberar-te?
Libertar-me?
Como? Se antes quero a dor do teu olhar ausente
Do que sobreviver no esquecimento desse momento
Em que à luz da Lua e sob o seu alento
Passaste à minha rua e inadvertidamente o deixaste comigo…
Maria
6 comentários:
Maria, andas a ficar competente em todas as coisas: na poesia, nos "movies" e até parece que a Mariza canta na tua voz. Gozei em ouvir-te, ver-te assim...Um abraço de uma rua de Óbidos
Majestade ...
Obrigado.
Um beijinho amigo.
Pareces um anjo nessa foto da rua. A tua expressão é linda, a tua poesia também, ainda que sempre triste.
Um beijo Maria
Além do mais, intrigante!
Excelente poema querida amiga.
O vídeo também é muito bom.
Um beijo.
"Quero lamber as feridas da tua alma.
Amar-te com a calma que quem tem a vida inteira para entregar-te.
Quero ser o seu amparo, o ombro em que descansas a cabeça.
O colo que te aquece que te guarda,
Quer ser tudo para ti, não sendo nada,
Porque caminhos não existem que não terminem em ti
Porque tu és a essência de tudo o que principia e não tem fim"
MM
Mariaaaaaaa,
de pé... por favor ...
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